O Tribunal de Contas tornou-se na primeira instituição pública são-tomense a aderiri a iniciativa “Selo de Igualdade de Género”, financiado pela União Europeia, no âmbito do projeto Pro PALOP-TL, para promover maior inclusão e igualdade de género nas instituições e nas políticas públicas.
“Esta iniciativa representa um passo decisivo para institucionalizar práticas que promovam ambiente de trabalho mais inclusivo, processo mais equitativos e serviços públicos mais eficazes e sensíveis ao género”, declarou a representante da União Europeia.
“Para materializar esta visão, a nossa comissão de igualdade de género já foi formalmente criada e servirá como motor interno para institucionalizar essa perspetiva em toda a nossa visão”, declarou o presidente do Tribunal de Contas, Ricardino Costa Alegre.
No âmbito desta implementação os técnicos do Tribunal de Contas participaram num whorkshop, realizado na quinta e sexta-feira, para o reforço de competências em matéria de igualdade de género que continua a dominar a agenda nacional e internacional.
“O selo de igualdade de género para instituições públicas não é apenas uma avaliação técnica, nem um reconhecimento simbólico. É um instrumento transformador concebido para apoiar as instituições públicas a examinarem criticamente as suas estruturas internas, identificarem e corrigirem desigualdades, promoverem ambiente de trabalho mais equitativos e integrarem a perspetiva de género na formulação, implementação e monitorização de políticas públicas”, disse o representante do PNUD, Luc Gnonlonfoun.
A diretora-executiva do Instituto Nacional de Igualdade e Equidade de Género (INPG), Jailça Lima sublinhou que “a integração das perspetivas de género na gestão das finanças públicas são essenciais para garantir que os recursos do Estado contribuam efetivamente para reduzir desigualdades e promover oportunidades equitativas para mulheres e homens”.
