Projeto Liqueza Téla Nón estende implementação por mais um ano para reforçar conservação ambiental 

Durante a sua execução, o projeto Riqueza Téla Nón tem desenvolvido diversas campanhas, com destaque para a preservação do ambiente e a promoção de um desenvolvimento mais sustentável.

Ambiente -
Rádio Somos Todos Primos

O Projeto Liqueza Téla Nón vai estender a sua implementação por mais um ano, com o objetivo de reforçar a conservação ambiental em São Tomé e Príncipe, segundo informação avançada pela Ministra do Ambiente na sequência de uma decisão tomada hoje durante o V Comité de Pilotagem do projeto.

A informação foi avançada após a sessão de discussão entre os intervenientes do Projeto de Melhoria da Conservação da Biodiversidade e da Gestão Sustentável da Terra e dos Recursos Naturais em São Tomé e Príncipe, Liqueza Téla Nón, financiado pelo Fundo Mundial para o Ambiente, implementado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o pelo Ministério do Ambiente, Juventude e Turismo Sustentável.

“Faço um balanço positivo. Esta sessão permitiu-nos analisar a possibilidade de extensão do projeto, uma vez que ainda dispomos de alguma verba e existem ações por concluir. Decidimos prolongar o prazo de implementação por mais um ano”, afirmou a ministra do Ambiente, Nilda da Mata.

Durante a sua execução, o projeto Riqueza Téla Nón tem desenvolvido diversas campanhas, com destaque para a preservação do ambiente e a promoção de um desenvolvimento mais sustentável.

Foram realizadas várias ações em diversas comunidades de São Tomé e da Região Autónoma do Príncipe, com destaque para o lançamento da terceira plataforma de produção sustentável de carvão, que beneficiou cerca de oito comunidades em São Tomé. A iniciativa visa reduzir a degradação da floresta, conciliar a produção de carvão com a conservação da biodiversidade e promover a gestão sustentável das terras e dos recursos naturais.

“Esta biodiversidade constitui não apenas um património natural inestimável, mas também um pilar fundamental para o bem-estar das populações. […] Como em muitos Estados insulares em desenvolvimento, esta riqueza enfrenta desafios crescentes: a pressão sobre os recursos naturais, a degradação dos habitats, as alterações climáticas e a necessidade de conciliar a conservação ambiental com as aspirações de desenvolvimento das comunidades”, sublinhou o representante residente do PNUD, Luc Gnonlonfoun.

“A proposta de extensão por mais doze meses não representa apenas um ajustamento de calendário, mas uma decisão estratégica para proteger os investimentos realizados, consolidar os resultados alcançados e assegurar que atividades estruturantes sejam implementadas com a profundidade e qualidade necessárias”, acrescentou.

O projeto, que terminaria em agosto deste ano, foi prolongado até agosto de 2027.

A ministra do Ambiente fez um “balanço positivo”, acrescentando que o foco nesta extensão centra-se na “procura de estratégias e meios para proporcionar melhores condições e atividades sustentáveis na implementação de projetos”.

A sessão contou com a presença do Secretário Regional da Biosfera, Ambiente, Agricultura e Desenvolvimento Rural, bem como de membros do projeto em São Tomé e na Região Autónoma do Príncipe.

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