O escritor e ex-primeiro-ministro Rafael Branco lançou, em São Tomé e Príncipe, o livro “Meu Nome é Joaquim – Fragmentos de Memórias”, baseado em reflexões de vida e retratos pessoais construídos ao longo da sua trajetória no exercício de funções políticas e diplomáticas.
O lançamento da obra reuniu figuras públicas nacionais e internacionais, num ambiente marcado por debates e partilhas sobre o livro, bem como à ligação da obra literária a realidade nacional.
De acordo com uma publicação do site Autores, “mais do que uma narrativa linear, a obra apresenta-se como um conjunto de fragmentos que, juntos, constroem o retrato de um homem em permanente transformação”.
Com uma escrita introspectiva, Rafael Branco questiona a ideia de identidades fixas e denuncia os perigos das “histórias únicas”, propondo uma visão plural e dinâmica do ser humano.
“As suas memórias são também um espaço de reflexão sobre temas universais como o medo, a esperança, a liberdade, o poder e o sentido da existência”, lê-se.
Ao longo da obra, o autor partilha experiências vividas nos bastidores da política e da diplomacia, oferecendo ao leitor uma perspetiva sobre os desafios e as complexidades de um mundo em transformação.
A sua trajetória, enraizada na realidade de São Tomé e Príncipe, dialoga com contextos globais, tornando o livro relevante para leitores interessados em história, política e desenvolvimento humano.
“Temos de reconhecer que, durante este meio século, houve mais atrasos do que avanços significativos. O que eu digo é que não me desespero, e isso é um sinal de esperança de que esta realidade possa mudar. Isto está de tal maneira encalhado que o país vai sair disso. Talvez não saia enquanto eu estiver vivo, mas estou plenamente convicto de que o país vai sair disso”, sublinhou o autor, quando questionado sobre a realidade nacional.
Para além do lançamento, sessão contou ainda com uma sessão de autógrafos.
