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Sindicato dos funcionários judiciais denuncia falta de condições de trabalho e ameaça “parar o tribunal”

O Sindicato dos funcionários Judiciais denunciaram a falta de condições de trabalho que de acordo com a direção, “dura há longos anos”, o que tem comprometido a execução dos trabalhos e “morosidade no processo”, tendo ameaçado “parar o tribunal”, caso a situação não se resolva.

“[Caso a situação não se resolva] vamos ter uma única decisão: parar o tribunal. Ou paramos, ou teremos de encontrar uma solução, porque o povo está a gritar”, disse o presidente do sindicato, Laurindo Vicente, durante uma conferência, acrescentando que o edifício onde funcionam os serviços judiciais não reúne condições adequadas de trabalho, sobretudo em dias de chuva.

Há alguns anos tiraram-nos deste edifício para outro espaço, com o objetivo de reabilitar estas instalações [onde atualmente funcionam os serviços]. Mas, sinceramente, antes não o tivessem feito, porque, em vez de melhorar, a situação piorou. Quando chove, entra água nas secções. Não se consegue permanecer nem nas secções, nem na varanda dos tribunais”, frisou.

Laurindo sublinhou que são frequentes as reclamações da população relativamente ao atendimento prestado pelos serviços judiciais, referindo-se aos mesmos como “não funcionais” e “morosos”, contudo, referiu que “não se faz omelete sem ovos”, reforçou.

Além da falta de infraestruturas adequadas, a direção sindical denunciou também a escassez de equipamentos essenciais para o funcionamento dos serviços.

“Não temos papel para trabalhar, nem esferográficas para escrever, nem computadores para desempenhar as funções. Existe apenas uma impressora para todo o tribunal. Tanto os juízes como os funcionários enfrentam uma grande carência de computadores. Há secções com apenas um computador para 13 funcionários”, explicou, citando também os atrasos no pagamento de serviços e a falta de meios de transporte para garantir uma melhor execução das atividades.

“Não existem condições para trabalhar. Os juízes não têm computadores para desempenhar as suas funções. Como é que os processos vão avançar? Temos um gerador que está aqui há anos e não funciona. A nossa indignação é grande”, vincou.

O sindicato afastou qualquer ligação das reivindicações ao atual período eleitoral, sublinhando que o objetivo é apenas exigir melhorias nos serviços e soluções concretas para o setor.

“Não estamos aqui por causa das eleições. É verdade que a situação está cada vez mais difícil, mas não estamos aqui por causa do partido A, B ou C. Queremos apenas que as coisas aconteçam. Queremos melhorias para a instituição e soluções para o bom funcionamento dos tribunais. Caso não haja uma decisão, voltaremos a reunir-nos para definir um novo prazo”, afirmou.

Os representantes sindicais esperam ainda que, através da presidência do Supremo Tribunal de Justiça, estas preocupações tenham “voz e resolução”.

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