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UNICEF alerta que 40% da população são-tomense ainda pratica defecação ao ar livre

A taxa de defecação ao ar livre no país ronda atualmente os 40%, segundo a UNICEF, que considera urgente o reforço de programas e ações para reduzir esta prática no país, motivo pelo qual a Direção do Ambiente, realizou uma formação dirigida à líderes comunitários, com apelo a mudança de mentalidade.

“Agora estamos a fazer estas formações que é através da transmissão de conhecimentos sobre a mudança de comportamento com apoio dos líderes dos agentes das próprias comunidades. Porque são eles que conhecem melhor as práticas das suas comunidades ”, afirmou Luís Bonfim, representante da UNICEF acrescentando que pretende-se incutir na consciencia das pessoas

A formação, que decorreu durante dois dias com o apoio técnico e financeiro da UNICE, foi dirigida à plataforma SBC, organizações não-governamentais, cooperativas e técnicos das comunidades a necessidade de se evitar defecar ao ar livre.

A iniciativa teve como objetivo avaliar o estado atual das comunidades anteriormente intervencionadas e orientar a implementação de sessões de Mudança Social e Comportamental (MSC/SBC), para promover boas práticas de higiene e saneamento do meio.

Segundo a Direção do Ambiente, o saneamento básico continua a representar “riscos sociais, ambientais e de saúde pública em São Tomé e Príncipe”, sendo que a abordagem CLTS/STLC procura transformar mentalidades, hábitos e comportamentos nas comunidades.

“Essa abordagem procura despertar a consciência coletiva de que o saneamento é responsabilidade de todos e constitui uma condição essencial para a saúde pública, para a proteção do ambiente e para o desenvolvimento humano sustentável”, acrescentou. 

Das 19 comunidades em São Tomé e quatro na Região Autónoma do Príncipe onde a abordagem CLTS/STLC foi implementada, apenas três foram declaradas livres da prática de defecação ao ar livre.

“É um resultado pouco significativo”, reconheceu Luís Bonfim, acrescentando que a formação visa “incutir na consciência das pessoas a necessidade de não defecar ao ar livre”.

A Direção do Ambiente sublinhou ainda que muitas famílias continuam sem acesso adequado a latrinas, água potável segura e condições básicas de higiene, situação que favorece a propagação de doenças e afeta principalmente crianças, adolescentes e pessoas mais vulneráveis.

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