O Sindicato dos Trabalhadores da EMAE (SEMAE) reuniu-se hoje com o primeiro-ministro Américo Ramos para analisar a situação da crise energética e propor a realização de uma Assembleia Geral na próxima terça-feira, durante a qual serão debatidas soluções para pôr fim à crise, bem como reformas relacionadas com a gestão dos recursos financeiros e humanos.
Segundo Adelcio Costa, secretário geral do sindicato, o encontro que foi a porta fechada junto ao primeiro-ministro e o ministro das Infraestruturas, serviu para analisar junto ao chefe do governo, as medidas que estão a ser executadas e que soluções práticas estão a ser desenvolvidas nesse para acabar com a crise.
“Viemos analisar com o senhor primeiro-ministro, a situação atual da EMAE que está a afetar todos nós”, frisou.
A crise energética está a ser sentida no país desde Agosto do ano passado, desde a suspensão do contrato entre a empresa de capital tuco, Tesla STP e a Empresa de Água e Etricidade (EMAE).
“Nós estamos a pagar o preço de más decisões políticas do passado […] as más decisões políticas feitas só por uma pessoa pode trazer situações que estamos a passar agora”, afirmou Adelcio Costa, acrescentando que a EMAE foi vítima de “várias más decisões” que hoje trouxeram consequências como a atual crise energética.
“Não podemos culpar apenas o atual governo, mas sim é um problema que vem ao longo prazo” frisou.
Adelcio Costa explicou em entrevista à imprensa que o sindicato ao tomar conhecimento do contrato com a TESLA tentou buscar esclarecimentos da parte do ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada, mas não obteve qualquer atenção.
“O contrato com a TESLA se tornou um problema para São Tomé e Príncipe. A forma como se montou a TESLA foi uma coisa unilateral”,acrescentou.
Adélcio Costa, disse ainda que sindicato interpelou ao governo concernente aos geradores que foram adquiridos para tentar colmatar a atual crise, bem como dos geradores da Voz D´América.
“O governo adquiriu esses geradores para colmatar a situação energética. Infelizmente os geradores não corresponderam às expectativas […]. Agora precisamos entender o estado desses geradores […] para nós voltarmos a pô-los a funcionar”, frisou.
No sequência dessas preocupações apresentadas, o sindicato solicitou ao chefe do governo, Américo Ramos, a possibilidade de se realizar uma Assembleia, junto aos trabalhadores da EMAE, para tomar decisões concretas a fim de pôr fim a crise, que, segundo Adelcio Costa “está a destruir a dignidade dos trabalhadores desta instituição”.
“Nós nesta Assembleia vamos lavar a nossa roupa suja, acusar quem tenha que ser acusado […] para que juntos possamos dar à EMAE um novo rosto […]. Estamos a ser enxovalhados […]. A política entrou demais na EMAE” vincou, lamentando que muitos que são nomeados à direção da instituição “colocam em primeiro lugar os seus interesses políticos e partidários”, sem qualquer compromisso concreto com a instituição.
Para esta próxima Assembleia agendada para a próxima terça-feira, 26 de maio, o sindicato pretende levar temas ligados à atual crise energética, a atual organização da direção e reformas na gestão de recursos financeiros e humanos.
