Os jovens apelaram, em celebração do dia 25 de maio, Dia d’África, por mais união, valorização da riqueza do continente para a promoção do desenvolvimento, e o investimento no conhecimento e na educação como pilares na construção de cidadãos africanos mais conscientes e livres.
“Que os jovens busquem ser livres, ser empreendedores, não depender muito dos outros, valorizar o seu continente e a sua riqueza. Buscar mais conhecimento na área científica”, sublinhou Orlando Silva.
Celebrado anualmente, o dia 25 de maio marca a criação da Organização da Unidade Africana, atualmente conhecida como União Africana, fundada para promover a união, a liberdade e o desenvolvimento dos países africanos.
Conhecida como o berço da humanidade, África é composta por 54 países. Em São Tomé e Príncipe, as celebrações do dia 25 de maio ganham destaque nas escolas secundárias, onde os jovens trajam fatos africanos e tradicionais.
Contudo, a celebração desta data destaca-se também como um momento de reflexão.
“Celebra-se o dia 25 de maio como homenagem ao Dia de África. […] Ser africano é ser batalhador, lutar contra os opressores, contra o colonialismo e muito mais”, disse Cleyton da Graça, estudante que, no futuro, deseja ser diplomata.
Ao longo da história do continente, diversas figuras ganharam destaque no processo de luta contra o colonialismo.
Figuras nacionais como Alda do Espírito Santo e Rei Amador, assim como de outros países, como Patrice Lumumba, Amílcar Cabral, Kwame Nkrumah e Thomas Sankara, entre outras, que permanecem ainda desconhecidas por muitos jovens africanos.
Embora potencialmente rico, o continente africano ainda enfrenta diversos desafios, como o acesso à educação, à saúde e o combate à corrupção.
“Eu acredito que a mudança deve ser feita desde a base, desde a família”, explicou Cleyton.
Sendo África o continente com a maior percentagem de jovens, os estudantes consideram que o investimento no conhecimento e na união são fundamentais para o desenvolvimento.
“Os jovens têm que estudar para poder ser alguém, para poder ajudar todo o continente. Temos que ver como nos integrar uns com os outros”, concluiu Leine Nascimento.
O 25 de Maio serve também como um momento de reflexão e valorização da identidade africana.
Mais do que celebrar a história, a data reforça a importância da união e da contribuição de cada cidadão para o desenvolvimento do continente e para a construção de um futuro mais consciente.
