O pré-candidato à Presidência da República, Nito d’Abreu, apresentou hoje o “Projeto para São Tomé e Príncipe”, baseado em cinco pilares, sublinhando que o país “necessita de uma nova visão de Estado”, para a transformação nacional, baseada numa cultura “de mérito, responsabilidade, transparência e serviço público”.
Ao longo do seu discurso, proferido perante centenas de pessoas, Nito apresentou o “Projeto para São Tomé e Príncipe”, fundamentado em cinco pontos que definem o modelo de sociedade são-tomense sendo: a reconstrução institucional, moral e ética do Estado; a emancipação da juventude e a valorização do capital humano; a modernização económica e a soberania produtiva; a construção de uma sociedade de bem-estar e dignidade humana; e, por fim, a afirmação internacional de São Tomé e Príncipe.
“Esta candidatura propõe, em suma, não apenas uma alternância política, mas uma verdadeira transformação nacional, fundada numa nova relação entre o Estado e os cidadãos, numa cultura de mérito, responsabilidade, transparência e serviço público”, disse Nito, reforçando que o século XXI deve ser o século da reconstrução nacional, da emancipação da juventude e da afirmação de São Tomé e Príncipe como uma república moderna, estável, democrática e reconciliada com o futuro.
A cerimónia de apresentação do projeto do pré-candidato contou com momentos de testemunhos de militantes e do presidente do partido Ação Democrática Independente (ADI), Patrice Trovoada.
“O Presidente da República do século XXI não pode ser uma figura passiva e meramente protocolar. Deve constituir-se como um agente ativo da mobilização nacional, defensor firme da Constituição, da justiça, da transparência e da dignidade do Estado”, afirmou Nito rodeado da sua Comissão de Honra composta por cerca de vinte e uma pessoas.

Viegas d’Abreu, que é também líder parlamentar da ADI, assumiu igualmente que irá entregar ao Tribunal Constitucional a declaração integral de todo o seu património antes do exercício das funções presidenciais e no final do mandato.
“Eu vivo e conheço diariamente as dificuldades do nosso povo. Conheço as preocupações das famílias. Conheço a ansiedade dos jovens perante o futuro. Conheço o sacrifício silencioso daqueles que trabalham todos os dias e sentem que os seus esforços nem sempre são recompensados. […] Agora é a vez dos que acreditam no mérito e no trabalho. Agora é a vez da juventude assumir plenamente o seu papel na reconstrução nacional. Agora é a vez de substituir a exclusão pela inclusão”, referiu.
No vídeo de anúncio da sua candidatura, publicado nas redes sociais a 14 de maio, Nito d’Abreu, de 43 anos, afirmou-se como representante da geração nascida depois da independência, que não herdou os sonhos dos combatentes da liberdade, mas sim “as consequências dos fracassos acumulados, das oportunidades perdidas, da pobreza persistente, das promessas adiadas e das dívidas”.

São Tomé e Príncipe terá eleições presidenciais a 19 de julho e eleições legislativas, regionais e autárquicas a 27 de setembro.
Nito d’Abreu, o atual Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, o jurista Miques João Bonfim, o professor Jorge Bom Jesus, o empresário e presidente da Federação Santomense de Futebol, Domingos Monteiro (Nino), e o professor Eugénio Tiny são os seis pré-candidatos às eleições presidenciais.