O CircuWasteVETAfrica, projeto do programa Erasmus+ de Reforço de Capacidades no Ensino e Formação Profissional (EFP), promoveu um workshop dedicado ao reforço de competências verdes, à empregabilidade e às parcerias para a gestão circular de resíduos, tendo como objetivo analisar o impacto das atividades desenvolvidas e validar as prioridades para as próximas ações do projeto.
A iniciativa que já tem dois anos, reúne parceiros de Angola, Gana, Namíbia, São Tomé e Príncipe, Itália e Espanha e tem promovido o desenvolvimento de competências verdes, o aumento da empregabilidade e o fortalecimento da colaboração entre instituições de Ensino e Formação Profissional, empregadores e entidades públicas ligadas ao setor da gestão circular de resíduos.
Ao longo da sessão, foram apresentados e debatidos os planos de capacitação elaborados pelos parceiros africanos do projeto em Angola, Gana, Namíbia e São Tomé e Príncipe. Os documentos foram desenvolvidos com base em consultas realizadas junto de diferentes stakeholders locais, identificando as necessidades e prioridades de cada país.
Segundo Isabel Gonçalves, representante da empresa MQ, o principal objetivo da iniciativa é preparar instituições de formação profissional e os seus formandos para responder às exigências da economia verde.
“O objetivo principal é capacitar as instituições de formação profissional e, consequentemente, os seus alunos para os empregos da economia verde, fomentando o emprego verde e também o empreendedorismo, para que possamos caminhar na direção de uma economia mais sustentável e, simultaneamente, melhorar as condições de vida das populações destes países”, afirmou.
Face aos desafios globais relacionados com a gestão de resíduos, o projeto centra a sua intervenção na formação de jovens, promovendo igualmente o aumento da participação feminina nas ações de capacitação e incentivando a transição para uma economia mais sustentável.
“Os resíduos são uma problemática global e é essa vertente que procuramos abraçar e desenvolver nos países onde atuamos”, acrescentou Isabel Gonçalves.
São Tomé e Príncipe integra o projeto desde o seu início e, ao longo dos últimos dois anos, foram realizadas várias ações de formação que permitiram capacitar cerca de 50 formadores, dos quais 20 pertencem ao Centro de Formação Profissional.
O Ministro do Trabalho destacou os benefícios da iniciativa para o país, sublinhando que a valorização dos resíduos pode criar oportunidades de emprego e inclusão social.
“Estamos a falar de uma estratégia bastante benéfica para São Tomé e Príncipe, onde jovens são capacitados, surgem oportunidades que reduzem os resíduos e permitem transformá-los numa fonte de rendimento. Emprego, autoemprego e outras oportunidades que beneficiam todos os intervenientes, porque este é um projeto de inclusão”, afirmou.
A organização reconheceu ainda o potencial de São Tomé e Príncipe para a criação de empregos verdes e manifestou a intenção de continuar a expandir as oportunidades e as parcerias no país.
