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Projeto Nossa Terra Nosso Futuro encerra com cerca de cinco mil beneficiários e reforço das fileiras agrícolas 

O Projeto Nossa Terra Nosso Futuro encerrou hoje as atividades em São Tomé e Príncipe, após beneficiar cerca de cinco mil pessoas com ações de formação, através da promoção de boas práticas agroecológicas e reforço das capacidades técnicas e organizacionais dos produtores e, no fortalecimento das fileiras agrícolas de exportação.

“O Projeto Nossa Terra Nosso Futuro contribuiu para o fortalecimento das fileiras agrícolas em todo o território de São Tomé e Príncipe. Fê-lo através da promoção de boas práticas agroecológicas, do reforço das capacidades técnicas e organizacionais dos produtores, da valorização dos produtos nacionais, da diversificação das fontes de rendimento por meio do agroturismo comunitário e da promoção da igualdade de género”, afirmou o assessor do Ministro da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural, Carlos Pascoal.

A atividade reuniu representantes de instituições públicas, parceiros de desenvolvimento, produtores, membros e dirigentes de associações e cooperativas, empreendedores, investigadores, empresários, representantes da sociedade civil e outras entidades ligadas ao setor agrícola e ao desenvolvimento rural.

Entre os resultados alcançados pelo projeto destaca-se a obtenção da certificação internacional HACCP (Hazard Analysis and Critical Control Points) pela Cooperativa de Produção e Exportação de Pimenta e Baunilha (CEPIBA) de São Tomé e Príncipe, bem como a criação da Rota do Cacau.

“Congratulamo-nos com os resultados alcançados. […] A sessão de hoje representa muito mais do que a apresentação dos resultados de um projeto. É a celebração do reforço do compromisso coletivo com a valorização da agricultura são-tomense, a sustentabilidade ambiental e a criação de oportunidades para as comunidades rurais”, afirmou o representante do Instituto Marquês de Vale Flôr, António Lima.

“Investir na agricultura é investir nas pessoas, é investir na segurança alimentar, é investir na criação de rendimento, na proteção ambiental e, sobretudo, na capacidade de as comunidades rurais construírem o seu próprio rendimento. […] A cooperação portuguesa procura trabalhar privilegiando o desenvolvimento das capacidades locais, promovendo e reforçando instituições que permanecerão para além da duração dos projetos”, afirmou o embaixador de Portugal em São Tomé e Príncipe, Luís Leandro da Silva.

O Projeto Nossa Terra Nosso Futuro é financiado pelo Camões, I.P., e implementado pela Associação Marquês de Valle Flôr (AMVF), em parceria com o Ministério da Agricultura, Pescas e Desenvolvimento Rural.

Entre setembro de 2025 e junho de 2026, o Projeto Nossa Terra – Nosso Futuro contribuiu para o fortalecimento das fileiras agrícolas de exportação de São Tomé e Príncipe, através da promoção de boas práticas agroecológicas, do reforço das capacidades técnicas e organizacionais dos produtores, da valorização dos produtos nacionais, do incentivo à diversificação das fontes de rendimento através do agroturismo comunitário e, de forma transversal, da promoção da igualdade de género, consolidando uma abordagem integrada em prol do desenvolvimento rural sustentável.

Recorde-se que o Projeto Nossa Terra – Nosso Futuro surgiu da necessidade de dar continuidade aos processos iniciados no âmbito do Projeto de Apoio às Fileiras Agrícolas de Exportação (PAFAE), consolidando os resultados alcançados e perspetivando uma segunda fase do projeto.

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