O Presidente da República de Angola, João Lourenço, felicitou esta segunda-feira o Presidente reeleito, Carlos Vila Nova, pela vitória nas eleições presidenciais, considerando que o resultado reflete a confiança do povo são-tomense na sua liderança.
Numa mensagem de felicitações enviada ao Chefe de Estado são-tomense, João Lourenço sublinha que a reeleição de Carlos Vila Nova representa a confiança depositada pelos cidadãos no seu projeto de governação.
“Estou convicto de que este renovado mandato permitirá prosseguir os esforços em prol da consolidação da democracia, da estabilidade institucional, do desenvolvimento económico e social e do bem-estar do povo da República Democrática de São Tomé e Príncipe“, lê-se no comunicado da Presidência da República de Angola.
Na mensagem, o Presidente angolano manifesta ainda a expectativa de que o novo mandato contribua para o reforço das relações bilaterais entre Angola e São Tomé e Príncipe, reiterando o compromisso de aprofundar os históricos laços de amizade, fraternidade e cooperação entre os dois países.
João Lourenço aproveitou igualmente a ocasião para transmitir, em nome do povo angolano, do Governo da República de Angola e em seu nome pessoal, as felicitações ao homólogo são-tomense, desejando-lhe êxitos no exercício das suas funções.
Entretanto, os Presidentes da República Democrática do Congo, Félix Tshisekedi, e de Portugal, António José Seguro, também felicitaram Carlos Vila Nova pela vitória nas eleições presidenciais de 19 de julho. Durante conversas telefónicas com o Presidente reeleito, os dois Chefes de Estado desejaram sucessos para o novo mandato e manifestaram o desejo de reforçar a cooperação bilateral entre os respetivos países e São Tomé e Príncipe.
Carlos Vila Nova foi reeleito Presidente de São Tomé e Príncipe, à primeira volta, com 55,94% dos votos, segundo os resultados preliminares divulgados hoje pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN).
O principal adversário, Nito d’Abreu, arrecadou 41,42% do voto popular.
Mais de 142 mil eleitores foram chamados este domingo a escolher o Presidente, numas eleições marcadas pela crispação política, mas sem registo de incidentes de maior.
Eugénio Tiny e Miques João foram os outros dois candidatos, contabilizando, respetivamente, 1,07% e 1,58%. Voltaram a não contar com qualquer apoio partidário e a sua campanha eleitoral foi praticamente inexistente.
Carlos Vila Nova, que não contou agora com o apoio oficial da Ação Democrática Independente (ADI), recandidatou-se suportado por uma plataforma da oposição, que incluiu o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), o Movimento Basta, a União para Democracia e Desenvolvimento (UDD), o Movimento Democrático Força da Mudança (MDFM), Partido de Convergência Democrática (PCD) e Partido Nossa Terra. Mas também de uma ala da oposição da própria ADI.
