A idosa Maria Simão de 72 anos e o filho, Dionel Rosário, portador de deficiência numa perna, apelaram à reabilitação da residência, em Angra Toldo, que se encontra em avançado estado de degradação e coloca em risco a segurança da família, que sobrevive da reforma da idosa e da criação de algumas galinhas.
Sem emprego fixo e com rendimentos insuficientes para assegurar o sustento diário, a mãe e o filho que é deficiente numa perna, vivem da reforma da idosa, no valor de 1.200 dobras mensais, da criação de duas galinhas e de donativos ocasionais.
Dionel, afirmou que a habitação apresenta graves problemas estruturais e carece de condições mínimas de habitabilidade, constituindo um risco para ambos.
“Meu pai faleceu e deixou-me esta casa. A casa está a apodrecer. Vivo aqui apenas com a minha mãe”, disse Dionel Rosário.
O morador apelou igualmente ao apoio para obter uma nova muleta, por considerar que a atual já não lhe permite deslocar-se com segurança.
A falta de serviços básicos na localidade agrava as dificuldades da família. Segundo Dionel, sempre que necessita de assistência médica é obrigado a deslocar-se até Angolares, muitas vezes a pé, por falta de transportes públicos e de recursos financeiros para suportar o custo da viagem.
“Vou a pé para Angolares. Aqui não tem nada. Se for por este caminho, podemos morrer na estrada. Chego lá, vou à Câmara buscar dinheiro para pagar o carro de volta”, contou.
Com as dificuldades, Maria Simão, carrega um grande desejo; ver a casa reconstruída para poder viver em condições dignas.
“Peço que façam uma casa para mim”, apelou.
O caso de Dionel e Maria é apenas um entre muitos em Angra Toldo, onde várias famílias necessitam urgentemente de apoio para a reabilitação das suas habitações, de forma a garantir melhores condições de vida.
