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Família portuguesa de sete pessoas impedida de viajar para o Príncipe após alegada falta de lugares

família portuguesa

Uma família portuguesa de sete elementos, proveniente de Lisboa, viu este domingo interrompida a viagem de férias com destino à ilha do Príncipe, depois de alegadamente ter sido impedida de embarcar num voo da Afrijet.

O grupo afirma que tinha feito o check-in online e que não possuía bagagem de porão, mas a companhia terá alegado não dispor de lugares suficientes para todos.

Segundo os passageiros, os primeiros constrangimentos começaram ainda durante a viagem para São Tomé, quando chegaram ao país após saída de Luanda sem as respetivas bagagens. As malas, segundo relatam, não chegaram ao destino.

Nós viemos passar aqui umas férias a São Tomé e Príncipe, já comprámos os voos em novembro de 2025, viemos todos em família, duas famílias, e o que aconteceu foi que hoje estamos sem malas, porque as nossas malas nunca chegaram a São Tomé”, relatou uma das passageiras em declarações à TVS.

Apesar deste primeiro contratempo, o grupo mantinha o plano de seguir viagem para a ilha do Príncipe neste domingo. Os passageiros afirmam que tinham adquirido os bilhetes com antecedência e que receberam da companhia aérea um e-mail para efetuarem o check-in online.

De acordo com os relatos, por não terem bagagem de porão, entenderam que não seria necessário passar pelo balcão de atendimento antes de se dirigirem à zona de embarque.

Como nós não temos bagagem de porão, legalmente não temos que passar pelo balcão de embarque, e o que aconteceu foi que não nos deixaram embarcar”, explicou uma das passageiras.

A família afirma que chegou ao aeroporto antes da partida prevista do voo, marcada para as 9h00, e que o processo de embarque ainda decorria quando procurou embarcar. No entanto, segundo os passageiros, foram informados de que apenas existiam quatro lugares disponíveis para os sete membros do grupo.

Nós somos sete, pagámos estes voos a 30 de abril. Ela disse que nos conseguia pôr quatro pessoas lá dentro, mas as outras três tinham que ficar de fora. E como estamos um grupo, ou vamos todos, ou não vai nenhum”, contou uma das passageiras.

Perante a situação, os sete elementos decidiram não embarcar separadamente. A família acusa ainda a companhia e a agência responsável pelo serviço no aeroporto de não terem apresentado uma solução para o problema, nem garantido apoio relativamente ao alojamento e transporte.

Não nos estão a ajudar, não nos reembolsam, não querem saber onde é que a gente vai ficar a dormir, nem se disponibilizaram a ajudar-nos a arranjar hotel ou transporte”, afirmou a passageira.

O grupo apresentou os bilhetes eletrónicos e comprovativos de check-in, alegando que os sete passageiros tinham reservas efetuadas e lugares atribuídos.

A família diz estar particularmente frustrada com a situação, uma vez que a viagem tinha sido planeada com meses de antecedência e representava uma oportunidade para conhecer o arquipélago são-tomense.

Está-nos a estragar a experiência e a viagem de sonho que todos os sete tínhamos para vir conhecer o vosso país”, lamentou uma das passageiras.

As entidades ligadas à agência AfriJet, instalada no aeroporto, foram contactadas para prestar esclarecimentos sobre a situação, mas, até ao momento, não foi possível obter qualquer resposta.

As instalações onde funciona o serviço da agência encontravam-se encerradas. Os sete passageiros continuam, assim, sem conseguir viajar para o Príncipe e aguardam por uma eventual solução para os constrangimentos que impediram a realização da viagem.

Fonte: TVS

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