Os técnicos da fileira do cacau de São Tomé e Príncipe e da Colômbia reuniram-se em São Tomé para um intercâmbio de conhecimentos e boas práticas, promovido pelo Projeto Bioagrodiversidade do Cacau e Resiliência Climática, no âmbito da Cooperação Triangular entre Colômbia, Portugal e São Tomé e Príncipe, com o objetivo de reforçar competências, partilhar metodologias e fortalecer a sustentabilidade da cadeia do cacau.
“Este intercâmbio fecha o ciclo destes projetos e fecha também todas essas interações triangulares entre a Colômbia, Portugal e São Tomé. Foi um projeto muito rico tanto ao nível técnico e científico, quanto ao nível humano”, expressou a Coordenadora de Projetos do Instituto Marquês de Valle Flôr, Isabel Castro.
Foram realizadas visitas a várias comunidades, como a comunidade de Pedroma, onde, no centro de transformação, foi possível observar todo o processo de transformação do cacau. Os técnicos visitaram também a comunidade de Água-Izé, onde se observou desde o processo de plantação do cacaueiro até à colheita. Foram também recebidos pelas cooperativas CECAQ-11 Cooperativa de Exportação de Cacau de Qualidade e CECAB- Cooperativa de Produção e Exportação de Cacau Biológico.
Tiveram ainda oportunidade de conhecer infraestruturas de transformação, nomeadamente as fábricas de chocolate da CECAB e de Cláudio Corallo. Também parceiro neste projeto, o CIAT Centro de Investigação Agronómica e Tecnológica de São Tomé e Príncipe integrou o programa das visitas.

“Muitas das coisas que estão a trabalhar aqui, como a implementação, secagem e exportação, armazenamento e certificação orgânica, são coisas que nós fazemos. Porém aqui se tem um alto nível de produção, plantação que não temos em Caquetá… Queremos conhecer, aprender como eles têm trabalhado para chegar a este nível”, referiu a técnica da COMPCAP, Adriana Valencia.
O Projeto Bioagrodiversidade do Cacau e Resiliência Climática – Cooperação Triangular entre Colômbia, Portugal e São Tomé e Príncipe, tem contribuído para a mitigação das alterações climáticas e para a valorização da biodiversidade através do conhecimento científico e da partilha de boas práticas que promovem o desenvolvimento socioeconómico e a implementação de sistemas agroflorestais com ênfase no cacau, na Colômbia e em São Tomé e Príncipe.

“Com eles também estamos a aprender algumas técnicas. Eles têm um trabalho de rastreabilidade maior do que o nosso, mas também estamos a seguir. Para mim é importante esta visita, e eles verem como fazemos na área do associativismo, pois é também um dos pontos que eles precisam melhorar”, disse o técnico da CECAB, Onofre Neto.
Este projeto, financiado pela Secretaria-Geral Ibero-Americana (SEGIB) e pelo Camões, I.P., é desenvolvido em parceria pela Associação Marquês de Valle Flôr (AMVF), pelo Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF), pela Universidade de Évora, de Portugal, pela Red Adelco e pelo Instituto SINCHI, da Colômbia, e pelo Centro de Investigação Agronómica e Tecnológica (CIAT), de São Tomé e Príncipe.
