Ibrahim Traoré, líder do Burkina Faso, assumiu nesta terça-feira a presidência da Aliança do Sahel, composta por Mali, Burkina Faso e Níger, que abrange cerca de 78 milhões de pessoas e tem como objetivo fortalecer os laços de segurança e económicos, combater grupos terroristas e aprofundar a integração nos domínios da segurança e da informação, sinalizando um impulso para maior autonomia regional no Sahel.
A iniciativa de formação foi uma resposta direta à ameaça de intervenção militar no Níger pela Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao), após o golpe militar popularmente apoiado no país. A Cedeao, ao lado da União Africana (UA), também impôs sanções e suspendeu a filiação dos três Estados-membros da AES após seus respectivos golpes: Mali em agosto de 2020, Burkina Faso em janeiro de 2022 e Níger em julho de 2023.
O líder de Burkina Faso, Capitão Ibrahim Traoré, não deu detalhes em seus comentários após ser nomeado novo chefe da Aliança dos Estados do Sahel (AES), cujos três membros liderados por militares se retiraram do bloco regional da África Ocidental este ano.
Mali, Burkina Faso e Níger são os mais afetados, já que a vasta região do Sahel ao sul do Saara se tornou o lugar mais mortal do mundo para o terrorismo, com grupos armados ligados à al Qaida e ao Daesh.
A aliança “pôs fim a todas as forças de ocupação em nossos países”, disse o líder da junta nigerana, Abdourahamane Tchiani, aludindo às decisões dos Estados-membros de expulsar França e Estados Unidos.
“Nenhum país ou grupo de interesse decidirá mais por nossos países”, acrescentou Tchiani.
FONTE: TRT AFRIKA
