Governo promete regularizar a situação de não docentes sem salário há quase dois anos

“É triste ver mãe de família ir para casa no final do ano sem receber seu salário”, exprimiu Hilaria dos Santos, presidente do sindicato das serventes, guardas e jardineiros de são Tomé e Príncipe.

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Rádio Somos Todos Primos

O governo prometeu regularizar a situação da classe de profissionais não docente, após um encontro organizado pelo Sindicato das Serventes, Guardas e Jardineiros de São Tomé e Príncipe, que tem apelado por soluções para cerca de 300 pessoas que têm trabalhado há vários anos em diversas escolas do país sem salário.

Após o primeiro encontro ocorrido no dia 23 de Dezembro, o sindicato dos não docentes volta a reunir junto ao ministro das finanças e a ministra da educação, para solucionar este problema.

“É triste ver mãe de família ir para casa no final do ano sem receber seu salário”, exprimiu Hilaria dos Santos, presidente do sindicato das serventes, guardas e jardineiros de são Tomé e Príncipe.

A presidente do sindicato deixou mensagens de encorajamento a classe pela sua perseverança.

“Ao mesmo tempo queria encoraja-las” uma vez que elas aguentaram dois, três anos, para que possam aguentar mais 15 ou 20 dias “porque Deus é pai e não padrasto”, apelou a presidente.

Por outro lado, o ministro das finanças afirmou que o problema é recorrente e que o atual governo o tem resolvido desde que assumiu funções em janeiro deste ano.

“Nós quando assumimos as funções em janeiro de 2025, tínhamos uma lista de 100 e tal pessoas, inicialmente resolvemos o problema dos 100 e tal, depois aumentou e fomos resolvendo”,revelou Gareth Guadalupe, ministro das finanças.

Ainda assim, o ministro destacou o valor do trabalho desempenhado pela mesma classe, apesar de não fechar os olhos a ilegalidades.

“Temos que reconhecer o trabalho que essas pessoas prestaram ao pais, mas também não podemos compactuar com ilegalidades, com processos mal instruídos”, reconheceu.

Gareth Guadalupe salientou ainda que “o estado enquanto pessoa de boa fé não pode abandonar pessoas que aceitaram trabalhar de forma precária, pela necessidade de ter um rendimento” por isso que o governo já regularizou cerca de 494 processos nesta situação.

O governo vai tomar medidas para sancionar aqueles que integram pessoas de forma ilegal na administração publica.

“ A partir de agora, as pessoas serão sancionadas por colocar outras pessoas nessas situações. Doravante, não pode haver ninguém a meter pessoas a trabalhar de forma precária um ano, dois anos, três anos sem receber salario”, alertou o ministro das finanças.

O ministro anunciou ainda que cerca de 90 funcionários deverão ter a situação regularizada e receber o salário brevemente.

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