Os jovens da ilha do Príncipe estiveram “curiosos e muito atentos” numa palestra realizada em alusão aos 555 anos da descoberta da Ilha, que se celebra a 17 de janeiro, este ano sob o lema: “Ilha do Príncipe: da descoberta à contemporaneidade”.
“Fez-se uma resenha histórica daquilo que foi a descoberta até os dias de hoje e foi bastante bom, porque estava a plateia totalmente cheia e repleta de alunos, muito curiosos, muito atentos, e gostei bastante daquilo que se fez hoje”, explicou o moderador da cerimónia.
De acordo com o moderador, os alunos demonstraram “interesse e curiosidade”.
“Um aluno perguntou por que o Príncipe, se temos uma bandeira nacional, tem uma bandeira própria, e nós tentámos explicar, dando um particular realce à nossa autonomia”, explicou.
“E nós temos não só bandeira, nós temos o nosso hino, nós temos brasão, que não se usa muito, mas existe, foi aprovado na Assembleia Regional, e temos que valorizar muito o que é nosso, e tocou-se muito nesses aspetos culturais e identitários da Ilha do Príncipe”, citou o moderador.

Durante a palestra, foi abordado o Estatuto Político da ilha, documento que possibilitou a autonomia da ilha em 1995.
A ilha do Príncipe foi descoberta em 17 de Janeiro de 1471, no dia de Santo Antão, Pêro Escobar chega à ilha do Príncipe. Príncipe foi inicialmente chamado de Santo Antão (“Santo António”), mudando o seu nome em 1502 para a Ilha do Príncipe, em referência ao Príncipe de Portugal para quem foram pagos impostos sobre a produção de açúcar da ilha.
A organização reconheceu a importância de os alunos conhecerem a história do país, como uma forma de preservação cultural.
