Governo lança II Recertificação e Expansão do Cadastro Social Único e quer alcançar 12 mil famílias vulneráveis

De acordo com a coordenadora do CSU, a campanha deverá terminar no primeiro semestre deste ano e, na próxima semana, será lançada na ilha do Príncipe.

Sociedade -
Rádio Somos Todos Primos

O Governo lançou hoje a campanha de II Recertificação e Expansão do Cadastro Social Único (CSU), um instrumento de inclusão social destinado à definição e caracterização socioeconómica de pessoas e famílias em situação de pobreza extrema e necessidades especiais, prevendo alcançar cerca de 12 mil famílias vulneráveis.

“Lançámos oficialmente a campanha de atualização e expansão do Cadastro Social Único, que pretendemos que seja a principal ferramenta de identificação dos potenciais beneficiários de qualquer programa social”, sublinhou a coordenadora nacional do CSU, Núria de Ceita.

O processo está dividido em seis etapas, nomeadamente: convocação das partes interessadas; campanha de sensibilização comunitária; pré-registo das famílias; recolha de dados através de entrevistas sociais detalhadas; visitas domiciliárias; e aplicação da fórmula de elegibilidade.

As ações no terreno contam com a participação de 100 técnicos da Direção de Proteção Social, Solidariedade e Família, reforçados por 10 técnicos do Instituto Nacional de Estatística.

“Contamos, neste momento, com a parceria do Banco Mundial para esta expansão e temos pouco tempo para o fazer, tendo em conta a expanção do próprio Programa Família, que passará a abranger seis mil agregados familiares”, referiu a coordenadora.

Núria de Ceita reconheceu que o programa não abrange todas as famílias vulneráveis, mas explicou que “existem outros programas sociais com a responsabilidade de alcançar outras famílias, inseridas noutros projectos nacionais, que visam mitigar as situações relacionadas com a pobreza”.

O ministro do Trabalho, Jourceli Tiny, afirmou que se trata de “dados indispensáveis”, acrescentando que serão “dados utilizáveis por todas as instituições”.

“É deste registo que resulta a verdade sobre as famílias em situação de vulnerabilidade. É dele que o Estado define, com seriedade, compromisso e responsabilidade, as políticas públicas necessárias para garantir que os apoios cheguem a essas pessoas que mais necessitam”, declarou o governante.

“Este sistema deve funcionar e já funciona e tem sido útil para tudo aquilo que hoje em dia se faz. Estamos a falar de uma melhoria de oito mil para doze mil agregados familiares”, acrescentou.

Núria de Ceita referiu ainda que o Cadastro Social Único permitirá evitar que um mesmo beneficiário receba múltiplos apoios em simultâneo.

De acordo com a coordenadora do CSU, a campanha deverá terminar no primeiro trimestre deste ano e, na próxima semana, será lançada na ilha do Príncipe.

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