Sindicato dos trabalhadores da EMAE recua na intenção de greve após chegada de geradores novos

No entanto, antes e após as declarações da direção do sindicato, alguns trabalhadores mostram-se descontentes com os últimos posicionamentos do SEMAE.

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Rádio Somos Todos Primos

O Sindicato dos Trabalhadores da EMAE (SEMAE) anunciou que não avançará com a a greve perspectivada para o final do mês e felicitou o governo, após a chegada dos seis novos geradores que estão a ser instalados na central de Santo Amaro, mas avisou que vai continuar a defender os interesses dos trabalhadores da instituição.

“O nosso sindicato, depois de ter comunicado ao país a nossa decisão quanto à crise energética, ficou vinculado a uma informação de que nós iríamos parar, ou seja, fazer a greve. Na altura, nós tínhamos dito que haveríamos de abrir mecanismos para diálogo, possivelmente, e se nada fosse feito, nós iríamos recorrer a este recurso”, explicou o secretário-geral do SEMAE, Adélcio Costa.

O sindicato deu um ultimato de duas semanas ao Governo são-tomense para resolver a crise energética, sob pena de avançar com uma greve, tendo em conta as promessas de solução não cumpridas e as ameaças que os trabalhadores têm sofrido no terreno.

“Mas nós percebemos que da parte do governo houve reações… e estamos aqui para parabenizar o governo pela prontidão, uma vez que a promessa era de que chegaria no final do mês e nós vimos a diligência que foi feita muito antes deste final de mês”, disse Adélcio.

O secretário do SEMAE rejeitou motivações políticas na ação do sindicato, que assegura estar apenas a proteger os interesses dos trabalhadores e da população são-tomense.

“Da nossa parte, nós não vamos nos intimidar, nós vamos manter a nossa função, aliás este é o nosso segundo mandato. Nós não estamos aqui a serviço de nenhum partido político, estamos ao serviço da nação”, referiu.

No entanto, antes e após as declarações da direção do sindicato, alguns trabalhadores mostram-se descontentes com os últimos posicionamentos do SEMAE.

De acordo com um grupo de trabalhadores, “a direção tomou a decisão em nome próprio e mais alguns membros”.

“Estamos surpreendidos com a posição do líder do sindicato da EMAE. Ele havia-se pronunciado sobre uma greve, sem marcar uma assembleia, sem ouvir os trabalhadores. Os trabalhadores ficaram surpreendidos porque tomaram conhecimento através da comunicação social… ele disse que, caso o gerador não chegasse, haveria greve. Isso não corresponde à verdade, porque ninguém iria aderir à greve, porque não houve assembleia”, citou um dos trabalhadores da EMAE, Valdimiro do Rosário.

O líder sindical deixou claro que fala em nome da direção.

“Não é a primeira vez que nós agimos assim, seja com qualquer governo, seja com qualquer direção, a nossa função é a mesma. Nós não baseamos de favor… aquilo que este sindicato decide no seu conselho de direção é o que nós fazemos”, explicou.

O Governo recebeu hoje seis geradores novos, adquiridos por cerca de 1,8 milhões de euros, para produzir cerca de seis megawatts de energia e acabar com a crise energética a curto prazo, segundo anunciou o ministro das Infraestruturas.

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