Mayla Santiago incentiva jovens são-tomenses na criação de conteúdo digitais que “dão dinheiro”

“É possível monetizar e há pessoas que vivem disso. Há pessoas que não trabalham e vivem apenas de criação de conteúdos”.

País -
Rádio Somos Todos Primos

A criadora de conteúdos digitais são-tomense, Mayla Santiago, defendeu que os jovens de São Tomé e Príncipe devem apostar na criação e venda de conteúdos digitais, com inovação e qualidade, sublinhando que é possível gerar rendimento com esta atividade e ao mesmo tempo promover o potencial turístico e cultural do país e serviços de empresas e grupos.

Residente no Reino Unido há cinco anos, Mayla Santiago cria conteúdos na área de turismo, hotelaria e resorts, atividade que desenvolve desde 2015, onde promoveu mais de 20 restaurantes, ajudando a reforçar a sua visibilidade nas plataformas digitais.

Durante as férias em São Tomé, a jovem aproveitou para dinamizar pequenas empresas locais ligadas ao turismo, restauração e hotelaria, através da produção de conteúdos promocionais, contribuindo para aumentar a sua presença online.

Segundo a criadora, a aposta na produção de conteúdos digitais no país “ainda é muito crua”, apesar do potencial existente.

“Os jovens aqui em São Tomé são dinâmicos, entendem a tecnologia, estão no TikTok, sabem carregar no ‘play’ e fazer vídeos, mas talvez não se apercebem do valor que a criação de conteúdos pode trazer. Não entendem que podem monetizar mesmo aqui em São Tomé. Seria uma questão de treinar e ensinar, acho que é isso o que falta”, afirmou.

Mayla Santiago considerou que é possível gerar rendimento através das redes sociais, mesmo utilizando apenas um telemóvel, e destacou que existem pessoas que vivem exclusivamente da criação de conteúdos.

“É possível monetizar e há pessoas que vivem disso. Há pessoas que não trabalham e vivem apenas de criação de conteúdos”, observou.

A criadora sublinhou ainda que o alcance de um vídeo não depende necessariamente do número de seguidores, incentivando os jovens a publicarem conteúdos mesmo no início do percurso digital.

“O número de seguidores não tem nada a ver com o alcance que vais ter com os vídeos. As pessoas engajam com aquilo de que gostam, com o que acham curioso. Ter ou não seguidores não é o mais importante”, vincou.

Entre os principais desafios ao desenvolvimento do setor no país, Mayla apontou a “mentalidade”, referindo que muitas empresas exigem equipamentos e reconhecimento que os jovens criadores ainda não possuem no início da carreira. Por isso, apelou à “credibilidade e confiança” nas capacidades da juventude são-tomense.

A jovem afirmou ainda que tem trabalhado para levar o nome de São Tomé e Príncipe aos países de língua inglesa, promovendo o destino turístico e a cultura nacional, e incentivou os jovens residentes no país a fazerem o mesmo, aproveitando as oportunidades digitais para valorizar e rentabilizar os seus conteúdos.

Últimas

Topo