O UNICEF lançou hoje a curta-metragem Ximidô, que retrata a história de uma jovem que passa por conflitos entre a fé, a dor e a procura de ajuda, conscientizando sobre a importância do cuidado com a saúde mental dos jovens são-tomenses e a busca de apoio profissional ao lidar com situações que provocam perturbação emocional.
“XIMIDÔ fala a nossa língua, retrata o nosso bairro, a nossa família e as nossas escolas. Mostra o rosto e as histórias e realidade que se parecem com a dos nossos adolescentes e jovens. […] quando um adolescente ou jovem, se reconhece na tela, ele entende que não está sozinho”, descreveu representante adjunta do UNICEF, Debora Nandja.
“Pedir ajuda não é uma fraqueza, é coragem”, assegurou a Nandja.
O lançamento desta curta metragem, é mais um passo no combate dos estigmas relacionados a saúde mental em São Tomé e Príncipe, por meio de informação e sensibilização.
A produtora do filme, Kátya Aragão, ressaltou a importância de “pedir ajuda” diante de situações de sofrimento emocional ou sinais de desespero.
“[Quero] passar a mensagem a todos que estão em casa, que devem pedir ajuda e que pedir ajuda não é sinonimo de fraqueza. E falar com um terapeuta, não significa estar doido, significa que precisamos de alguém para orientar e ajudar com os problemas”, apelou a produtora da peça, Katia Aragão.
A produtora acrescentou ainda que foi motivada a desenvolver a peça no momento mais difícil de sua vida, após perder a mãe, experiência que muitos jovens também enfrentam, mas sem saber como superar.

“Para mim a escrita é um processo muito pessoal. Alimento daquilo que vejo e das próprias experiências. Eu tinha acabado de perder a minha mãe, então eu estava a lidar com aquilo [que a protagonista na peça] também estava a lidar“, revelou.
Após um momento de silêncio e atenção voltada para a tela, os participantes demonstraram agrado pelo Ximidô.
Os jovens deixaram apelos aos profissionais de saúde e sobretudo aos pais e encarregados que cuidam dos adolescentes.
“Nós jovens somos frágeis e apesar de tudo estamos ainda a ser formados psicologicamente e fisicamente. Por isso, [peço que tenham] mais atenção aos vossos filhos, principalmente aos pequenos sinais que damos, pois não falamos com boca, mas falamos com atitudes”, expressou um dos jovens presente.
Para além desta curta-metragem, o UNICEF já desenvolveu várias ações para a promoção da saúde mental de jovens e adolescentes, como os sete episódios do podcast “Na Minha Mente”, produzidos em São Tomé e Príncipe em 2025, com apoio do Spotify.