O fórum “Nossa Voz, Nosso Futuro – Democracia em Ação” encerrou nesta quarta-feira, no distrito de Água-Grande, o primeiro ciclo de debates com a juventude, sobre o tema “Democracia e Responsabilidade”, com o objetivo de promover a educação cívica e incentivar a participação mais informada dos jovens na democracia.
O fórum integra o projeto “Nossa Voz, Nosso Futuro – Democracia em Ação”, promovido pela RSTP, que teve o início em Neves, distrito de Lembá, seguindo para o distrito de Caué.
Em Água-Grande a iniciativa reuniu jovens, representantes da sociedade civil e de várias instituições para refletir sobre os desafios da democracia, com destaque para a desinformação como uma das ameaças ao processo democrático.
Durante o encontro, Leopoldo Vera Cruz, em representação do Conselho Nacional da Juventude de São Tomé e Príncipe, sublinhou que a política não se limita aos partidos e que as decisões políticas têm impacto direto no quotidiano dos cidadãos.
“A política não depende somente de partidos políticos, vai muito além disso. Nós enquanto juventude devemos fiscalizar as ações do governo porque, querendo ou não, têm impacto na nossa vida cotidiana”, afirmou, apelando à reflexão sobre o papel dos cidadãos na consolidação da democracia.

O debate abordou ainda questões relacionadas com justiça, ética e responsabilidade política, com destaque para a importância de um voto consciente e responsável, sem aceitar subornos, reforçando a integridade no exercício da cidadania.
“Nós devemos sempre ter consciência e consciência é fazer o que é certo independentemente daquilo que o outro vai pensar de mim”, frisou Irina Henriques.
Temas ligados à cidadania e aos direitos fundamentais também estiveram em destaque, tendo o público participado de forma ativa, partilhando opiniões e reflexões sobre a importância da participação cidadã e da responsabilidade cívica da juventude.
“A participação é a palavra fundamental para ser um cidadão, não basta apenas que eu faça parte de uma sociedade”, vincou Arlete Vaz.
O projeto é financiado pela European Partnership for Democracy com o apoio do Governo de São Tomé e Príncipe e das Nações Unidas no país.
A iniciativa surge em resposta aos desafios identificados nas Eleições de 2022 em São Tomé e Príncipe, marcadas por um número significativo de votos nulos e em branco, além da fraca participação de jovens e mulheres nos processos políticos e nos espaços de decisão.