Aparecimento de águas-vivas em Micoló leva à suspensão de banhos na foz do rio

De acordo com a Capitania dos Portos, pelo menos três casos de contacto direto já foram registados, tendo as vítimas apresentado irritações na pele e recebido assistência médica adequada.

Ambiente -
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O surgimento de uma espécie de águas-vivas na zona de Água Lugi, na região de Micoló, levou as autoridades a suspenderem temporariamente os banhos na foz do rio, após o registo de casos de irritações cutâneas em moradores e pescadores que tiveram contacto com os organismos.

Segundo a Polícia Marítima, os primeiros avistamentos terão ocorrido já em novembro do ano passado, mas apenas em fevereiro a situação ganhou maior visibilidade e foi formalmente comunicada à Capitania dos Portos.

O agente Danilsom Horta explicou que recebeu relatos de um pescador afetado e, na sequência, encaminhou a informação às autoridades competentes, incluindo registo fotográfico da espécie.

E quando nos deparámos com essa situação, eu, como Polícia Marítima desta área, informei a instituição da Capitania dos Portos, onde trabalho, e, por informação dada, enviei a foto ao meu chefe, o Capitão dos Portos”, disse Danilson Horta.

O Capitão dos Portos também não tinha conhecimento dessa espécie que apareceu neste rio, juntamente com o mar. E o Capitão dos Portos deu instruções para informar a população da zona de Micoló para não frequentar essa água, porque é uma água que já está contaminada com um organismo cuja espécie ainda não conseguimos identificar”, acrescentou.

As autoridades reforçaram a recomendação para que os banhos fossem evitados, classificando a área como potencialmente contaminada até nova avaliação. Até ao momento, três casos de contacto direto foram confirmados, com vítimas a apresentarem irritações cutâneas e a receberem atendimento médico.

O segundo-tenente fuzileiro naval, Youdernilto Santos Oliveira, afirmou que os pacientes foram encaminhados ao Ministério da Saúde e tratados adequadamente.

No entanto, as alterações ambientais, como mudanças na temperatura e salinidade da água, correntes marítimas ou mesmo a alteração do fluxo do rio, possivelmente associada a intervenções humanas na região, como a construção de uma ponte, são apontadas como as principais causas para o surgimento destas espécies.

Essa espécie pode ser transportada por correntes marítimas ou marés altas. Muitas vezes, esses organismos também podem mudar de habitat devido a alterações no meio ambiente, como mudanças na salinidade e na temperatura da água”, afirmou.

Em relação a isso, acredito que possa ser uma dessas razões que levou a espécie a deslocar-se ou a chegar aqui nesta água que chamamos de Água Lugi e a fazer daqui o seu habitat”, concluiu.

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As equipas da Capitania dos Portos, em articulação com o Ministério da Saúde, a Direção do Meio Ambiente e o setor das pescas, continuam a monitorizar a situação. As autoridades sublinham que, apesar da necessidade de preservação ambiental, a prioridade imediata é garantir a segurança da população.

Enquanto decorrem as investigações, o banho na foz do rio Água Lugi permanece suspenso por tempo indeterminado. Em caso de contacto com os organismos, as autoridades recomendam lavar a área afetada apenas com água do mar e procurar assistência médica se necessário.

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