O Presidente timorense, José Ramos-Horta, atribui hoje a Insígnia da Ordem de Timor-Leste ao duo musical são-tomense Calema em reconhecimento pelo “contributo excecional para a promoção da língua portuguesa e cultura lusófona”.
António Mendes Ferreira e Fradique Mendes Ferreira foram condecorados no Palácio da Presidência, em Díli, no âmbito de uma nova deslocação a Timor-Leste para atuarem no festival TT Tasi Fest, que se realiza na sexta-feira e sábado na capital timorense.
“Os Calema tornaram-se um símbolo contemporâneo da cultura lusófona, com a sua música a transmitir mensagens de unidade, esperança e valorização das identidades culturais”, afirmou José Ramos-Horta, citado num comunicado da Presidência, divulgado à imprensa.
Para o Presidente timorense, homenagear o duo é homenagear o “poder da música e da língua portuguesa para unir continentes, gerações e culturas”.
“O seu trabalho teve um impacto particularmente positivo em Timor-Leste, especialmente entre a juventude timorense, promovendo um sentimento de pertença à comunidade lusófona”, destacou o também prémio Nobel da Paz.
José Ramos-Horta salientou também o contributo dos Calema para o “fortalecimento dos laços culturais com outros povos lusófonos e para a promoção dos valores da fraternidade, diversidade cultural e amizade entre os povos”.
Naturais de São Tomé e Príncipe, os dois irmãos são uma das referências da música lusófona contemporânea.
O duo é responsável pelos sucessos de músicas como a “A Nossa Vez”, “Te Amo”, “Amar pela Metade” e “Leva Tudo”, alcançando, em 2025, o primeiro lugar mundial na categoria “Portuguese Dance”.
A Ordem Timor-Leste visa reconhecer o mérito e a dedicação de nacionais ou estrangeiros que tenham contribuído para o bem de Timor-Leste, dos timorenses ou da humanidade.

A Ordem de Timor-Leste foi criada em 2009 e tem quatro graus, nomeadamente o Grande Colar, Colar, Medalha e Insígnia.
Na XV Conferência de Chefes de Estado e de Governo da CPLP, em 18 de julho de 2025, em Bissau, os músicos foram nomeados “embaixadores de Boa Vontade da CPLP” para um mandato de quatro anos, suscetível de renovação por iguais períodos.
A IX Reunião Ordinária do Conselho de Ministros, em julho de 2004, instituiu a figura de “embaixador de Boa Vontade da CPLP”, “com vista a promover amplamente os objetivos e difundir as atividades da CPLP”, de acordo com um comunicado da organização.
A CPLP é constituída por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
Fonte: Agência Lusa