O presidente do Movimento Democrático Força da Mudança/União Liberal (MDFM/UL), Moisés Viegas, anunciou o apoio do partido à recandidatura do atual Presidente da República, Carlos Vila Nova, justificando a decisão com a necessidade de garantir estabilidade institucional e continuidade em áreas estratégicas para São Tomé e Príncipe.
Num comunicado divulgado, na última sexta-feira, 29, na página oficial do partido na rede social Facebook, Moisés Viegas afirmou que a decisão resulta de uma avaliação política das atuais necessidades do país e não representa uma alteração dos princípios defendidos pela formação política.
“Esta decisão não representa o abandono dos nossos princípios, pelo contrário, representa a aplicação madura dos mesmos princípios”, declarou o dirigente partidário.
Segundo Moisés Viegas, a democracia não deve ser avaliada apenas pela alternância de poder, mas também pela capacidade das forças políticas de atuarem com responsabilidade e visão de interesse nacional.
“A democracia não se mede apenas pela troca de pessoas no poder, mede-se também pela capacidade de as forças políticas agirem com responsabilidade, equilíbrio e visão nacional”, afirmou, acrescentando que “há momentos em que a alternância é necessária para salvar a democracia”.
O líder do MDFM/UL considerou que, na atual conjuntura, São Tomé e Príncipe necessita de “continuidade institucional em determinadas áreas estratégicas, serenidade política e capacidade de consolidar processos ainda em curso”.
De acordo com o comunicado, o apoio à recandidatura de Carlos Vila Nova assenta na “responsabilidade nacional”, na defesa da estabilidade das instituições e na criação de condições favoráveis ao desenvolvimento do país.
Moisés Viegas assegurou, contudo, que o partido continuará a defender reformas, boa governação, oportunidades para a juventude e a modernização do Estado.
O dirigente revelou ainda que o MDFM/UL pretende concentrar os seus esforços políticos nas próximas eleições legislativas, nas quais pretende apresentar aos eleitores “um projeto forte, renovador e preparado para contribuir diretamente na governação e no desenvolvimento nacional”.
“É precisamente por pensar nas futuras gerações que tomamos essa decisão com coragem, serenidade e sentido patriótico”, referiu.
Antecipando possíveis críticas à posição adotada, Viegas rejeitou que o partido tenha abandonado as suas convicções políticas.“Sabemos que haverá críticas. Isso é normal em democracia. Alguns poderão dizer que mudamos de posição, mas nós respondemos com clareza: não mudámos os nossos princípios, adaptamos a nossa leitura política às necessidades atuais do país”, afirmou na reta final do comunicado.