Escolas abrem sob vigilância reforçada contra a Covid-19

“Sr. Chico” trabalha no Liceu Nacional há mais de 20 anos e conta que este ano “o trabalho está a ser um bocado difícil” e os alunos colaboram cada vez menos. “Com essa doença muitos alunos não estão a respeitar a prevenção”, relatou.

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Covid-19

Diretores, subdiretores, professores e assistentes técnicos mobilizaram-se para o controle das medidas de segurança contra a covid-19, neste primeiro dia de reabertura das escolas, 15 dias após a suspensão das aulas no país.

Na escola Patrice Lumumba, Nilsa Afonso, subdiretora deste estabelecimento de ensino, tem uma função diferente. Está num dos principais portões de entrada à escola com o objetivo de garantir o cumprimenento das medidas sanitárias. “Quem for apanhado no corredor, se não tiver a comer, se não tiver a beber água, já sabe” advertia,a subdiretora, a uma aluna. Segundo Nilsa Afonso, esta mensagem foi passada na escola através de vários avisos. “Tendo em conta que o quadro agravou, tivemos que fechar a escola por este período todo, só hoje é que retomamos, então estamos a ser mais rigorosos. Quem não tiver máscaras não assiste as aulas,” precisou.

Enquanto isso, na sala 7, a professora Ludmila Freitas, recebe um grupo de alunos do 8º ano, na primeira aula de português após a interrupção letiva. “Estamos a fazer a entrega da primeira avaliação do segundo período”, explica a professora. Entretanto, não se trata de uma simples entrega. Em tempos de pandemia e “devido esta paralização de 15 dias” Ludmila entende que é importante “fazer com que os alunos reflitam sobre os seus resultados, porque houve alunos que não conseguiram obter um bom resultado”.

Na sala ao lado, a professora Harvardsa Sousa puxa pela participação dos alunos numa aula de matemática. Embora a pouca participação da turma, a professora insiste na tentativa de obter bom resultado. “Estamos a recapitular os conteúdos já dados” explica.

Na escola Patrice Lumumba as turmas têm em média mais de 30 alunos. O recém empossado Diretor da Escola, Kweku de Ceita, constata que “tem havido alguma resistência por parte dos alunos no uso das máscaras, mas naturalmente estamos a aconselhar os alunos sobre o perigo, caso não usarem as máscaras”.

Liceu Nacional: “Esse ano letivo está muito difícil”

Filas enormes para o controlo de temperaturas e verificação de utilização das máscaras. Um a um, todos os alunos foram passados à pente fino antes de entrarem no Liceu Nacional. “Estamos a ‘testar’ um a um aluno” explica o diretor da escola, Francisco Marcelo, acrescentando que “este primeiro dia é sobretudo para controlo, prevenção e organização de forma a evitar a disseminação da pandemia”. Francisco Marcelo explica que toda a direção, equipa do conselho disciplinar e seguranças foram mobilizados para este processo. “A partir de agora vamos controlar internamente a questão de agrupamento e distanciamento social. Tem que haver distanciamento entre os alunos,” precisou.

Na equipa de técnicos mobilizados está o “senhor Chico” que trabalha há mais de 20 anos no Liceu Nacional. Com o surgimento da pandemia da Covid-19 “Sr. Chico” refere que este ano “o trabalho está a ser um bocado difícil” e os alunos colaboram cada vez menos. “Com essa doença muitos alunos não estão a respeitar a prevenção”. “Chico” conta que trabalha na escola desde 1998. “Passei aqui com muitos alunos, mas esse ano letivo está muito difícil”.

No Liceu Nacional, os alunos mostram-se felizes com o regresso à escola. “Este primeiro dia de aula está a ser muito bom… os alunos vão ter mais conhecimento” conta Luísa Pereira, aluna do 10º ano do Liceu Nacional. Por sua vez, a aluna Patrícia, considerou que a decisão de “usar máscara, lavar sempre as mãos e medir a temperatura deve continuar para a diminuição da covid-19″ no país.

A decisão de reabrir as escolas foi anunciada no sábado (dia 13) pelo governo através de um comunicado indicando que, “sempre que se verificar algum caso positivo de COVID-19 entre alunos ou professores, todos os alunos da respectiva turma entrarão de imediato em isolamento profilático até que sejam realizados testes de despistagem.” O anúncio do Governo estabelece ainda que “sempre que se verificar algum caso positivo entre alunos ou professores de várias turmas na mesma escola, as aulas serão suspensas de imediato por um período de 15 dias nesta escola”.

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