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Tribunal mandou para cadeia três suspeitos do bárbaro assassinato de segurança em Budu-Budu

assassinato

O Tribunal de São Tomé decretou prisão preventiva para os três indivíduos detidos pela Polícia Judiciaria, “em tempo record”, como suspeitos diretos do assassinato a “sangue frio” de um segurança do Centro de Formação Profissional de Budu- Budu, ocorrido no domingo.

Segundo a Polícia Judiciária, os suspeitos são três irmãos. Um deles foi estudante do Centro de Formação Profissional, conhecia e tinha alguma proximidade com o segurança morto por eles e outro é um reincidente com cadastro na polícia.

 Na casa dos suspeitos, nos arredores do distrito de Água Grande, a PJ encontrou alguns materiais que constituem provas do crime, nomeadamente, computador, telemóveis, pen drive, colunas de computador e o objeto utilizado pelos suspeitos para aplicar o golpe fatal ao segurança.

Os três presumíveis homicidas, com idade entre os 20 e 35 anos, foram entregues ao Ministério Público e submetidos ao tribunal que decretou prisão preventiva.

“É uma operação relâmpago atendendo o prazo de desvendar deste crime. Um trabalho bastante árduo que envolveu muito prontamente os colegas. Não foi fácil”, disse o diretor adjunto da PJ, José Barros.

A vitima “sofreu pancadas de objetos contundentes – arma branca” no abdómem e na cabeça, segundo a PJ.

“Eles [os suspeitos] desde logo prontificaram em colaborar connosco e desvendaram tudo aquilo que aconteceu”, na reconstituição do crime, disse o diretor da PJ.

A vítima tinha 47 anos e foi encontrado morto no seu posto de trabalho, em plena manhã de domingo de páscoa, após um assalto ao Centro de Formação Profissional onde era destacado como segurança da empresa Socogesta há vários anos.  

«É um grupo de criminosos que são detidos e que de certeza não vão estar aqui fora a circular e a continuar a praticar esses crimes. Tristeza está no indivíduo que perdeu a vida», disse o diretor do Centro de Formação Profissional de Budu Budu, Carlos Fernandes.

Fernandes deu “parabéns à Polícia Judiciária pelo trabalho que fizeram [..] num tempo record, porque para o que se viu no domingo e hoje [quarta-feira] para terem já estes criminosos na mão, é porque foi um trabalho árduo”.

A polícia Judiciária revelou que a criminalidade está a aumentar em São Tomé e Príncipe, mas a instituição não tem meios para travar o combate ao delinquentes. “Não há meios e parece que muitas vezes estamos a trabalhar para nós”, declarou o diretor adjunto da PJ.

José Barros mostrou o “desagrado” da PJ para com determinadas instituições deste país que consideram o trabalho da PJ de “desprestigiantes” e “leviano”.

Na semana passada o Procurador Geral da República referiu-se a PJ como um “problema grave e concreto” no combate a corrupção, considerando a falta de insvestimentos na instituição que disse estar “completamente desestruturada, incapaz, fechada em si, em que ninguém, efetivamente, junta-se a ela no sentido de modernizá-la, digitalizá-la e capacitá-la para ajudar e auxiliar o órgão da ação penal (MP) na sua tarefa”.

Referindo-se à PJ, Kelve Nobre de Carvalho disse que “neste momento, combater a corrupção não é pegar uma carinha branca, com chapa matrícula do Estado, uma [arma] kalashnikov, pegar uma pessoa dar duas chapadas. Não se combate assim a corrupção”.

“Considerar o trabalho da Polícia Judiciária como uma mera atividade desprestigiantes, em que muitas das vezes o trabalho é considerado de leviano, feito com um transporte, uma [arma] kalashnikov deixa-nos muito desagradados perante estes comentários que não são de enaltecer”, respondeu o diretor adjunto da PJ.

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