João Pedro Cravid é o novo Chefe do Estado Maior das Forças Armadas de STP

“Sob proposta do Governo a escolha dos conselheiros recaiu na pessoa do senhor João Pedro Cravid, coronel do Exército no ativo e que reunião as condições para o exercício do cargo de Chefe de Estado Maior [das FASTP], anunciou o Presidente da República, Carlos Vila Nova

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João Pedro Cravid

O Coronel João Pedro Cravid foi nomeado o novo Chefe do Estado Maior das Forças Armadas de STP depois do brigadeiro Olinto Paquete ter colocado o seu cargo a disposição, após o ataque a quartel general do exercito na madrugada de 25 de novembro

A nomeação surge “na sequência do pedido de demissão do brigadeiro general, Olinto Paquete, que exercia as funções do Chefe do Estado Maior das Forças Armadas” o que levou o Presidente da República a convocar o Conselho Superior de Defesa Nacional extraordinário “com carácter de urgência para analisar a situação” evitando assim “o período de vazio”.

João Pedro Cravid, que exerceu a função de juiz do Tribunal Militar, sucede a Olinto Paquete, que apresentou na quinta-feira a sua demissão após o assalto ao quartel-general militar das FASTP.

O novo chefe das Forças Armadas frequentou o Palácio do Povo durante 10 anos, onde trabalhou como ajudante de campo do ex-presidente da República Miguel Trovoada e Chefe da Casa Militar do Presidente, Carlos Vila Nova, cargo que agora cessa funções.

João Pedro Cravid

Por outro lado, na sua mensagem o presidente da república, Carlos Vila Nova pediu a responsabilização dos culpados pelas mortes após o ataque ao quartel general das forças armadas.

O Chefe do Estado são-tomense, pediu rigor e imparcialidade na resolução do ataque ao quartel do exército e as mortes registadas.

“Gostaria de dizer também que as investigações prosseguem no sentido do apuramento geral da verdade, sobre os incidentes ocorridos na madrugada do dia 25 de novembro, com tentativa de assalto ao quartel do morro por um grupo de insurgentes, bem como relativamente aos incidentes que se seguiram”, precisou o Presidente da Republica.

Carlos Vila Nova, lamentou uma vez mais, as mortes de quatro cidadãos envolvidos no ataque ao quartel, tendo garantido que vai continuar “atento ao desenrolar das investigações que se prosseguem ao apuramento da verdade, sobretudo nas circunstâncias em que aconteceram as mortes.”

João Pedro Cravid

“Por isso vamos aguardar serenamente que a justiça faça o seu trabalho, e todos os responsáveis sejam chamados a responsabilidade, todos os atos ocorridos no quartel e que conduziram a morte de pessoas, devem ser cabalmente investigadas e os culpados responsabilizados”, Carlos Vila Nova.

Face as imagens que tem estado a circular nas redes sociais, o Presidente da República pediu desculpas à Nação, frisando que eticamente, essas imagens eram evitáveis.

“Aproveito mais uma vez para endereçar os sentindo pêsames as famílias, e ao povo de São Tomé e Príncipe pedir desculpas pela forma como tem sido feita a divulgação das imagens, das ocorrências que se seguiram, após o confronto registado no quartel do morro e que acabaram com as mortes que se conhecem, acho que eticamente era evitável, essas imagens […]”, disse o presidente da república, Carlos Vila Nova.

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