“Fórum das Mulheres com Iniciativas Empresariais” fechou mês da mulher em STP

A tutelar da pasta do ambiente, reconheceu que apesar do progresso nas questões do género em São Tomé e Príncipe, existe ainda algumas dificuldades, relativamente a este assunto.

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Rádio Somos Todos Primos

O Palácio dos Congressos acolheu na quinta-feira, 28 de março, o Fórum das Mulheres com Iniciativas Empresariais, promovido pelo Ministério da Saúde e Direitos da Mulher, através do Instituto Nacional para a Promoção e Igualdade de Género (INPG) e o Projeto COMPRAM, com o objetivo de debater sobre o Empoderamento Económico das Mulheres no arquipélago.

A atividade visou ainda criar um ambiente de diálogo e troca de ideias entre as participantes, de forma a refletir sobre temas que visam a profissionalização e independência financeira e económica das mulheres são-tomenses.

“Esta satisfação é ainda maior quando a plateia é composta por cidadãs que no dia a dia redobram esforços e criatividade para conciliarem o papel de esposa, de mãe, de empresaria, numa sociedade relutante em valorar adequadamente o papel e o contributo da mulher na promoção do empresariado nacional e na salvaguarda da família, alicerce da sociedade, mas também da economia”, disse a ministra do ambiente, Nilda da Mata que presidiu a abertura do fórum.

A tutelar da pasta do ambiente, reconheceu que apesar do progresso nas questões do género em São Tomé e Príncipe, existe ainda algumas dificuldades, relativamente a este assunto.

“É evidente que os processos socioculturais não podem ser apreendidos e equacionados numa óptica voluntarista, mas devemos igualmente precavermos com a tendência para nos comprazermos com limitados avanços reais justificados por dificuldades que ainda subsistem”, disse a ministra.

“Com esta observação, pretendemos alertar para a necessidade de se evitar a postura de esperar sentado que as medidas legislativas por si só resolvam a complexa questão da relação no nosso país”, acrescentou.

Nilda da Mata apelou para a criação urgente de um sistema de valorização da mulher enquanto agente económico enquadrada ou autónoma no país.

“Refiro-me a uma fiscalidade inteligente que seja capaz de estimular o investimento das mulheres, não um regime de favor, mas uma interpretação inteligente e ousada do papel da mulher na economia”, precisou.

A diretora do Instituto Nacional para a Promoção e Igualdade de Género, Jailça Lima, enalteceu a importância deste fórum para as mulheres com iniciativas empresariais em São Tomé e Príncipe.

“Estar aqui hoje, reunir e conhecer todas essas mulheres com iniciativas empresariais, mostra os seus trabalhos e conquistas indubitavelmente, é porque essas mulheres se arriscaram, ousaram e merecem todo o nosso apoio”, disse a responsável do INPG.

Jailça Lima considerou que “a realização deste fórum” visa contribuir para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, sobretudo “ODS 5 que refere a igualdade de género, ODS 8, trabalho digno e crescimento económico e ODS 10, reduzir as desigualdades”.

“Que esta atividade seja a porta aberta para mostra ideias e iniciativas boas, oportunidades de parecerias e financiamentos para a realização dos vossos sonhos e projetos”, concluiu.

A representante do projeto COMPRAN, apontou, algumas barreiras que as mulheres empresárias continuam a enfrentar no país.

“Ao capacitar as mulheres, estamos promovendo não apenas o crescimento económico, mas também a justiça social e o desenvolvimento sustentável”, disse a representante do COMPRAM.

Miriam Trindade frisou que “ainda há desafios a serem enfrentados” pelas mulheres em São Tomé e Príncipe “desde o acesso limitado a recursos financeiros até a discriminação do género do fundo”

“É nosso dever coletivo garantir que estas barreiras sejam derrubadas, que todas as mulheres tenham acesso igualitário às oportunidades e que suas vozes sejam ouvidas e valorizadas em todos níveis da sociedade”, afirmou Miriam Trindade.

O fórum que teve como lema “O Empoderamento Económico” foi ministrado pelo palestrante Agostinho Fernandes, que falou da importância da regra do jogo económico.

“Ninguém pode vencer um jogo sem perceber a rega do jogo e o que acontece no nosso país infelizmente é que a maior parte das pessoas jogam o jogo sem conhecer as regras do jogo por um lado, e por outro lado, uma das regras principais do jogo é que a economia é um jogo de dinheiro e vence aquele que tiver mais dinheiro”, fundamentou o palestrante.

No final do fórum foi apresentada uma feira de produtos locais transformados pelas mulheres empreendedoras do arquipélago.

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