BM vai financiar com quase 8 ME projeto para transformar o turismo de São Tomé e Príncipe

Segundo o ministro da Economia, o financiamento enquadra-se no âmbito do projeto Waca Mais, financiado pelo Banco Mundial e também vai envolver as câmaras distritais, incluindo outras ações, nomeadamente para garantir a segurança, higiene e limpeza, a saúde, recolha de cães de rua e doentes mentais, principalmente na capital do país.

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Rádio Somos Todos Primos

O Banco Mundial (BM) vai financiar com quase oito milhões de euros um projeto de cinco anos para transformar o turismo são-tomense, prevendo formação, requalificação de infraestruturas e limpeza, anunciou hoje o ministro da Economia em reunião com operadores turísticos.

O anúncio foi feito pelo ministro da Economia de São Tomé e Príncipe num encontro com diversos operados turísticos no arquipélago.

“É um projeto de seis a oito milhões de dólares, [5,6 a 7,5 milhões de euros], com duração de cinco anos e vai arrancar já em julho para a requalificação dos pontos turísticos, promoção de São Tomé e Príncipe como destino turístico, capacitação de técnicos e formação em línguas francesa e inglesa”, disse Disney Ramos em declarações à imprensa.

Segundo o ministro da Economia, o financiamento enquadra-se no âmbito do projeto Waca Mais, financiado pelo Banco Mundial e também vai envolver as câmaras distritais, incluindo outras ações, nomeadamente para garantir a segurança, higiene e limpeza, a saúde, recolha de cães de rua e doentes mentais, principalmente na capital do país.

“Toda a parte envolvente do setor do turismo vai ser afeto, vai transformar para melhor”, assegurou o ministro da Economia.

Disney Ramos disse que o Governo acredita que “o Turismo é o setor que vai alavancar a economia” são-tomense, por isso, “na tomada de decisões estratégicas” reuniu-se com o setor privado para “discutir de forma desapaixonada” o setor que “tem estado a crescer em termos de números dos turistas”, mas que também se quer que “cresça em termos de qualidade dos serviços”.

“Os turistas têm um custo alto com os bilhetes de passagem, então vêm para São Tomé e Príncipe com hotéis/guest house também com um preço um bocado elevado, mas é necessário que eles sintam que os serviços que foram disponibilizados corresponderam às expectativas e valeu a pena o esforço”, defendeu Disney Ramos.

Durante o encontro, os operadores turísticos apresentaram diversas preocupações, nomeadamente o reforço do policiamento para travar “os assaltos aos turistas na praia” e melhor controlo do mercado para combater “a concorrência desleal”.

“Turismo em São Tomé não é um turismo de massa, é um turismo de qualidade. Os turistas já pagam carro para vir e quando chegam aqui querem ver coisas novas, querem ter atividades noturnas, o que não existe […] temos também as praias que cada vez mais a areia está a desaparecer, os turistas estão a lamentar que só têm pedra”, apontou Fátima Vila Nova, responsável por uma das agências de viagens.

O ministro da Economia assegurou que vai ser criada uma comissão liderada pelo Ministério e as direções sob a sua tutela, envolvendo os operadores turísticos do setor privado, para “trabalhar para melhorar o setor”.

Para fazer face à concorrência desleal, Disney Ramos prometeu colocar “uma equipa efetivamente no terreno” para combater a informalidade no setor.

“Queremos proteger aqueles que investem e aqueles que estão regularizados, que pagam os impostos, pagam as taxas e vamos trabalhar para que isso minimize ou acabe”, assegurou o ministro da Economia.

No ano passado, São Tomé e Príncipe superou o recorde de 35 mil turistas ao registar 35.817 visitantes, com os portugueses a liderarem, com quase 50% dos visitantes, segundo dados revelados à Lusa pela Direção do Turismo e Hotelaria.

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