Pro-PALOP-TL entra na 3ª fase para continuar a promover transparência e boa governação em STP

O vice-presidente da Assembleia Nacional sublinhou que face as “necessidades limitadas e cada vez mais prioritárias, torna-se imperioso a diversificação das fontes de financiamento e o aumento da capacidade de gestão de receitas internas”.

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O projeto Pró PALOP – TL iniciou a terceira fase da sua execução em São Tomé e Príncipe com um seminário de planeamento das atividades a serem promovidas no período 2024-2026, visando o reforço das instituições de controlo, a transparência e a boa governação no arquipélago.

Pro PALOP-TL ISC é um projeto para o Reforço das Competências Técnicas e Funcionais das Instituições Superiores de Controlo (ISC), Parlamentos Nacionais e Sociedade Civil para o controlo das finanças públicas nos PALOP e em Timor-Leste.

É um projeto inteiramente financiado pela União Europeia e administrado em São Tomé e Príncipe pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

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“O programa deu um importante contributo nos últimos anos, por exemplo, reforço das capacidades, desenvolvimento de sistemas e, particularmente no controlo da gestão das finanças públicas nos PALOP”, sublinhou a representante do PNUD, Lovita Ramguttee.

O ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Lúcio Magalhães, defendeu a aposto do Governo são-tomense em afirmar-se num “Estado capaz de fazer uma boa governação económica”, e “que planeia, que investe no desenvolvimento do capital humano, nas reformas necessárias, no investimento Público, na mobilização de parcerias Público privadas e que assegura o reforço da transparência, da prevenção ou combate à corrupção e a consolidação das instituições democráticas”.

O vice-presidente da Assembleia Nacional sublinhou que face as “necessidades limitadas e cada vez mais prioritárias, torna-se imperioso a diversificação das fontes de financiamento e o aumento da capacidade de gestão de receitas internas”.

Abnildo Oliveira defendeu que “a avaliação da qualidade das despesas e o uso racional e transparente dos recursos podem contribuir para melhor satisfação dos interesses do Estado”, por isso “a Assembleia Nacional deve exercer o seu poder fiscalizador em todas as fases do ciclo orçamental, de modo a garantir maior controlo interno com vista a promover o elevado nível de rigor nas contas públicas”.

“Quanto ao Tribunal de Contas, uma vez dotado de competências que lhe permite exercer um controlo prévio, concomitante e sucessivo sobre a atualização financeira do Estado deve efetivar a responsabilização financeira nos casos que a configura”, sublinhou Abnildo Oliveira.

O conselheiro do projeto Pró PALOP – TL assegurou a continuidade das ações do projeto na fase três que terá algumas inovações.

“Desde as questões ligadas a transparência orçamental, a mobilização doméstica de recursos, que é um tema novo que nós vamos iniciar e que estamos esperançados que vai dar muitos bons resultados, as questões ligadas ao controlo externo e ao controlo parlamentar, a monitoria social do orçamento, que é o papel que a sociedade civil, também têm dentro daquilo que é o ciclo orçamental e as questões também de equidade de género”, apontou Arsénio Paulo.

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A sociedade civil quer mais inclusão no processo de elaboração do orçamento geral do Estado, bem como no acompanhando da sua execução.

“Infelizmente, nos índices do orçamento aberto (OBI) São Tomé e Príncipe tem tido nota negativa. No valor de 0 a 100 nós mantemos ainda em 46, não chegámos ao mínimo, que é 50. A participação do cidadão a nível orçamental está fraco”, apontou o representante da sociedade civil, Deodato Capela.

“Nós fizemos recomendação ao Governo que abra mais e essa participação da organização na sociedade civil, que é exigido pelos parceiros, também pelos instrumentos da Transparência Internacional”, acrescentou.

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