Idosa de mais de 80 anos violada em casa. Ministra alerta que violação está a torna-se epidemia em STP

A ministra da Saúde e Direitos da Mulher defende que é preciso não baixar a guarda e disse que o Governo está a preparar “medidas severas contra para fazer cobro a essa situação”.

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PJ

Uma idosa de mais de 80 anos foi violada na semana passada na sua residência, segundo a ministra da Saúde e Direitos da Mulher, Ângela Costa que considerou que o flagelo está a tornar-se numa epidemia para o qual o Governo deve adotar medidas severas.

Ângela Costa falava, na quinta-feira, durante o lançamento do projeto de reforço das capacidades para o empoderamento das mulheres vitimas de violências em são Tomé e Príncipe, que será financiado em 40 mil euros pela França.

“Podemos considerar que está sendo uma epidemia na nossa sociedade […] a situação cada dia que passa está muito e muito preocupante”, disse Ângela Costa.

A ministra da Saúde e Direitos da Mulher defende que é preciso não baixar a guarda e disse que o Governo está a preparar “medidas severas contra para fazer cobro a essa situação”.

“Não devemos abrir porta, dar a possibilidade a esses violadores, esses infratores [e] dar-lhes oportunidade para cometerem esses erros bárbaros que têm acontecido na nossa sociedade”, apelou, apontando a união e apoio da sociedade civil.

Para ajudar a travar o problema a embaixada da França vai disponibilizar 40 mil euros para financiar 4 projetos da sociedade civil são-tomense para a redução da violência e promover o empoderamento das mulheres.

“Permitir que as mulheres desenvolvam atividades geradoras de rendimentos a fim de limitar a sua dependência económica e a sua vulnerabilidade é um aspeto da luta contra a violência”, sublinhou a representante da parte francesa, Anais Noll-Mbina.

A plataforma são-tomense dos Direitos Humanos e Equidade de Género é uma das organizações selecionadas e vai receber 18 mil euros para a execução do seu projeto que vai trabalhar com as vítimas assim como os agressores, envolvendo cinco comunidades.

“A nossa cadeia está cheia de agressores de crimes de abuso sexual, que é um drama”, sublinhou a presidente da organização Célia Posser.

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