X Bienal: A Baya da Bô acolhe exposição de obras de 5 artistas que abordam sobre “ancestralidade”

Yuran Henrique, artista plástico proveniente de Cabo Verde, apresentou a sua obra que retrata as ideias de um homem em constante construção, mas que ao mesmo tempo apresenta a imagem de um cão.

Cultura -
Rádio Somos Todos Primos

A galeria “A Baya da Bô”, acolheu no sábado, 29 de Junho, uma exposição de cinco artistas de diferentes países que falam sobre “ancestralidade” em suas obras, uma exposição que se enquadra no âmbito da X Bienal de Artes e Cultura que decorre em São Tomé e Príncipe.

“Essa exposição pretende falar sobre uma dimensão de ancestralidade, e daí juntarmos artistas que abordavam estes temas [em suas obras] tocando em várias geografias diferentes” disse um dos co-curadores da Bienal, Ricardo Vicente, apontando o artista plástico Humberto Oliveira como um dos exemplos que na sua obra “trata de pele de tambor que insere significados muito pessoais e de relação com o mundo e com uma componente muito local”.

Amílcar Castro é artista plástico são-tomense, e apresentou uma obra que retrata o mundo atual.

“As pessoas veem essa imagem e logo ao princípio como não sabem o que é, sentem-se preocupadas, mas isso não é caso para preocupar ninguém, é arte”, disse o artista plástico.

“Eu encaminho a arte assim com certa energia porque eu acho que o nosso mundo precisa de energia, energia num bom pensar, energia na forma de fazer as coisas e não fantasiar as coisas, mas fazer as coisas como elas devem ser feitas”, acrescentou Castro.

Por outro lado, Yuran Henrique, artista plástico proveniente de Cabo Verde, apresentou a sua obra que retrata as ideias de um homem em constante construção, mas que ao mesmo tempo apresenta a imagem de um cão.

“Esse cão é uma simbologia, mas também retrata um cão que tenho muito presente na memoria que é um cão que da minha avó, então utilizei esse recurso para fazer um tributo ritualístico da minha memoria e do que é que pode ser a minha obra”, frisou o artista cabo-verdiano.

A X Bienal de Artes e Cultura de São Tomé e Príncipe decorre no país até 25 de julho, sob o lema “A (re)descoberta de Nós” – da História ao Património Comum, das Utopias ao Futuro” e conta com a participação de artistas e coletivos de mais de uma dezena de países, nomeadamente de Cabo Verde, Togo, Gabão, RDCongo, França, Portugal, Holanda, Angola, Senegal, São Tomé e Príncipe, Inglaterra e Brasil.

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