Os funcionários judiciais de São Tomé e Príncipe continuam em greve por tempo indeterminado, desde o dia 28 de março, exigindo melhorias de subsídios e a aprovação de um novo estatuto profissional, estando a assegurar apenas os serviços mínimos alternados em algumas secretárias judiciais.
“Tendo em conta que segundo o Governo não tem como nos aumentar o salário de base agora, então nós apresentamos alguns subsídios que neste caso já beneficiamos, mas muito pouco, para ver se acresce […] e equilibrar o nosso salário”, disse o presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais, Laurindo Vicente.
Quanto à melhoria salarial, Laurindo Vicente, disse que o governo propôs que os funcionários judiciais aguardassem o reajuste salarial previsto no Orçamento Geral de Estado para este ano, mas os funcionários não querem mais esperar.
“Estamos a sofrer já há 17 anos, estamos num só salário e temos um estatuto arcaico, porque o estatuto vem desde 90 ou 92, então são essas coisas que nós queremos já, porque já estamos a sofrer tanto tempo e já está na altura para o Governo ganhar a consciência e dar-nos esse direito que nós temos”, defendeu Vicente.
Esta quinta-feira, nas vésperas de uma semana de greve, o sindicalista garantiu que tem sido assegurado apenas os serviços mínimos.
“Há muitos que estão a achar que estamos de porta fechada, não estamos de porta fechada, porque nós estamos com serviço mínimo. Por exemplo amanhã (quinta-feira), vamos terminar os serviços mínimos na instrução criminal e secretaria. A partir de sexta-feira, entrará em serviço mínimo, família e menor, que vai entrar em serviço mínimo durante uma semana. Após uma semana, se não houver resolução vamos novamente fechar família e menor, e vai entrar em funcionamento novamente, instrução criminal e secretaria”, explicou.

“Depois de instrução criminal, iremos ter também execução de pena, são essas três secretarias que vão estar em serviço mínimo uma semana a cada uma delas”, completou.
Sem reuniões e negociações marcadas com o Governo, Laurindo Vicente, adiantou que a única garantia que têm foi dada pela ministra da Justiça, que assegurou a revisão do novo estatuto dos funcionários, faltando por isso, assegurar a parte financeira, sem a qual prometem continuar em greve.
