Miques João libertado da cadeia central

Até ao momento não se conhece os termos e condições da sua libertação.

Justiça -
Rádio Somos Todos Primos

O advogado Miques João foi hoje colocado em liberdade após cumprir mais de três meses em prisão preventiva, segundo os familiares que divulgaram imagens nas redes sociais.

Nas últimas semanas os familiares do advogado e vários apoiantes nas redes sociais, têm promovido campanhas de solidariedade exigindo a sua libertação, destacando sobretudo o agravamento do seu estado de saúde.

“Como eu havia dito, o Miques não tá bem de saúde. Ele deveria aparecer numa diligência aqui no tribunal na sexta-feira, foi adiada. Mesmo hoje ele não conseguiu participar na diligência, ele não conseguiu dizer nenhuma palavra”, explicou a esposa durante uma live.

Recorde-se que apesar das informações avançadas pela esposa, os serviços prisionais emitiram uma nota ressaltando que o advogado goza de boa saúde. 

“Aproveitamos igualmente para esclarecer que, o recluso em causa tem recebido visitas regulares dos familiares e amigos nos termos previstos no Regulamento Interno da Instituição”, lê-se no comunicado.

O advogado que foi acusado pelo alegado abuso sexual de uma menor,  foi conduzido ao hospital nesta semana, após ter passado mal durante uma audiência no tribunal.

Nesta semana, os partidos da oposição compostos pelo Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe e o Movimento Basta emitiram um comunicado exigindo a libertação do advogado alegando “inconstitucionalidade na sua detenção”.

“A Constituição da República Democrática de São Tomé e Príncipe é clara: não podem existir medidas privativas de caráter indefinido, limitado ou arbitrário… o movimento Basta exige que lhe seja assegurado o adequado e urgente tratamento médico”, lê-se no comunicado do movimento Basta. 

“A democracia são-tomense não pode sobreviver num clima  de medo, perseguição e silêncio imposto pela força. [...] O MLSTP exige a libertação imediata do advogado Miques João… e garantias de acesso a cuidados médicos urgentes”, acrescentou MLSTP.

Até ao momento não se conhece os termos e condições da sua libertação.

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