Homem hospitalizado na sequência de detenção por suspeita de violência doméstica

O caso está a gerar reações entre os familiares, que exigem maior proteção dos direitos dos cidadãos durante intervenções policiais e o reforço da formação dos agentes em contextos de violência doméstica.

Justiça -
Rádio Somos Todos Primos

Um homem foi hospitalizado na ilha do Príncipe na sequência de uma alegada agressão por agentes da polícia durante a detenção após uma denúncia por suspeita de violência doméstica, e segundo o comandante da Polícia Judiciária da Região Autónoma, será aberto um inquérito para apurar os factos.

De acordo com os familiares, o indivíduo não agrediu a esposa e realçou que a mesma confirma.

“Como um agente de PJ viu o mesmo a falar com a sua mulher, ligou para o comando informando que ele bateu na mulher e a mesma confirma que não foi agredida”,  acrescentou Ronaldo Tavares, familiar da vítima.

FONTE:William Alves

Segundo o comandante, a operação teve início após uma denúncia de violência doméstica. Os agentes de polícia efetuaram a detenção do cidadão, que por ter oferecido resistência, acabou alegadamente agredido.

O comandante referiu também que abrirá um inquérito para punir os envolvidos. 

“Entrei a par da situação. Comuniquei a polícia e nós vamos abrir um inquérito  para averiguar a situação. Se durante o inquérito percebemos que houve um excesso por parte da polícia, vamos  instaurar um processo criminal.  E deixamos bem claro aos familiares que estamos totalmente abertos para colaborar no que for precisou”, frisou o comandante da polícia judiciária da ilha do Príncipe.

 Os familiares acusam os  policiais de terem recorrido a uma força desproporcional durante a operação, onde causou graves fraturas no indivíduo.

“As testemunhas confirmam que ele não bateu na mulher e os polícias quando chegaram para ter essa pedagogia de conversar saber o que passou. Só pegaram no meu tio agrediram ele, algemaram e levaram para cela… pegaram no bastão e deram- lhe na cabeça, costas e nas mãos”, sublinhou Ronaldo Tavares, familiar da vítima.

O caso está a gerar reações entre os familiares, que exigem maior proteção dos direitos dos cidadãos durante intervenções policiais e o reforço da formação dos agentes em contextos de violência doméstica.

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