Última Hora: Faleceu o professor, escritor e ensaísta Francisco Costa Alegre

Francisco Fonseca Costa Alegre nasceu no dia 2 de fevereiro de 1953 na cidade de São Tomé, São Tomé e Príncipe, embora seja originário do Distrito de Lobata, nomeadamente, zonas de Conde e de Changra/Santo Amaro.

Cultura -
Francisco Costa Alegre

Faleceu hoje o escritor, ensaísta e professor, Francisco Costa Alegre, aos 72, anunciou fontes familiares, sem avançar as causas da morte.

Francisco Costa Alegre dedicou mais de 30 anos à escrita, investigação, serviço público e diplomacia, tendo lançado mais de 15 livros, entre as quais poesia, contos, romances e ensaios.

Dentre as obras lançadas, destacam-se, Latitude 63, o seu primeiro romance, lançado em 2006, onde combina memória, mitologia são-tomense e relações internacionais; A Rosa dos Ventos, uma investigação da diplomacia de São Tomé e Príncipe, refletindo sobre a posição estratégica do arquipélago no contexto mundial; São Tomé e Príncipe na Myra do Oriente, uma obra mais recente, concebida como parte de uma trilogia diplomática, onde o autor analisa cooperações internacionais com países do Oriente, e o papel de STP no panorama global; Eu Vi, publicada em julho de 2025, esta “poesia em prosa” é um tributo à memória nacional nos 50 anos da independência, revisitando episódios pessoais e coletivos da história são-tomense; Sociologia da Comunicação, uma obra de investigação académica, que reflete o seu percurso como sociólogo e estudioso da comunicação.

Outros trabalhos incluem poesias, contos e ensaios (“Mussungú”, “Mutéte”, “Crónicas de Magodinho”, ensaios sobre figuras históricas, entre outros), segundo a sua própria trajetória literária de mais de 30 anos.

Francisco Fonseca Costa Alegre nasceu no dia 2 de fevereiro de 1953 na cidade de São Tomé, São Tomé e Príncipe, embora seja originário do Distrito de Lobata, nomeadamente, zonas de Conde e de Changra/Santo Amaro.

Fez os estudos secundários em São Tomé e superiores em França e nos Estados Unidos.

Desempenhou funções no ensino, na comunicação social, nomeadamente, na Rádio Nacional de São Tomé e Príncipe, no Conselho Superior de Imprensa Nacional, do qual foi membro de 1975 a 1990. Trabalhou, também, na diplomacia são-tomense entre os anos de 1991 a 2017.

Lecionou sociologia de comunicação no curso de Ciências de Comunicação no Instituto Superior de Educação e Comunicação (ISEC), um dos polos universitários da Universidade Pública São-tomense.

Em 2007, junto com demais membros da sua família, criou MUTÉTÉ – Gabinete de Estudos e Pesquisas.

Além disso, colaborou regularmente com vários jornais e revistas, nacionais e estrangeiros.

Nos últimos anos, escritor e ensaísta são-tomense, tem lançado duras críticas sobre a ausência dos órgãos de soberania no ato central do dia do Rei Amador, feriado nacional, assinalado anualmente a 4 de janeiro.

Em 4 de janeiro de 2024, o escritor são-tomense não se calou e voltou a sublinhar a ausência de Carlos Vila Nova, Celmira Sacramento e do então primeiro-ministro, Patrice Trovoada na celebração do dia que o Estado declarou como feriado nacional.

O escritor admitiu que as críticas que tem lançado, podem ter sido interpretadas “como se fosse um ataque violento à essas altas magistraturas”, tendo afirmado, na altura, que não foi este o seu propósito.

É um apelo que nós fazemos, pedimos de joelhos que eles estejam presentes. Como é que uma cerimónia destas, um mais alto magistrado da nação, ele não está fora do país, ele manda um assessor de assuntos sociais vir representá-lo como se fosse a inauguração de um jardim de infância? Ele devia estar presente e fazer discurso de apelo à juventude para que eles estejam presentes”, defendeu Costa Alegre, em declarações à imprensa no dia 4 de janeiro de 2024, nas celebrações do Dia do Rei Amador.

No dia 23 de novembro deste ano, Francisco Costa Alegre foi homenageado pela Associação dos Jovens Escritores Santomenses (AJES) em reconhecimento pelo seu percurso literário, intelectual e diplomático.

A distinção destacou-o como uma fonte de inspiração para jovens escritores são-tomenses, que, através da sua obra, do poder da sua palavra e do seu compromisso com o pensamento crítico, encontram caminhos para compreender a riqueza da história, da cultura e do lugar de São Tomé e Príncipe no mundo.

Em atualização…

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