O deputado do Movimento Basta, Delfim Neves disse hoje que foi vítima de uma tentativa de homicídio da autoria da deputada da ADI, Isilda Amaral, que lhe atingiu com uma pedra na cabeça, durante o caos de segunda-feira.
“Eu estou ainda de pé, não obstante as tentativas de assassinato que eu tenho sido alvo. Escapei em 25 de novembro e voltei a escapar a 2 de fevereiro, respetivamente em 2022 e 2026”, declarou hoje o ex-presidente da Assembleia Nacional, durante a sessão plenária.
Delfim Neves sublinhou que as prova do crime de 2 de fevereiro de 2026 “não pode ser refutada de modo algum”.
A deputada da ADI foi filmada por vários órgãos de comunicação a atingir Delfim Neves com uma pedra na cabeça, e depois a colocar-se em fuga, mas foi imediatamente acompanhada pela polícia para uma viatura policial no local, e libertada minutos depois.
“Tentativa de homicídio em flagrante delito. [a deputada] deveria ter sido detida na hora, [mas] escapou-se. Mas não livrou-se. Isso levarei até ao último minuto. Eu quero ver a Justiça feita”, declarou Delfim Neves.
Delfim Neves disse que na segunda-feira, quando foi atingido e após chegar em casa, ele e a família estavam dominados inicialmente por “sentimento de raiva, de vingança e também de dor”, mas depois optou pela “mensagem de paz”, mas sem abrir mão da justiça.
“A Justiça deve ser feita no setor adequado. Nenhum de nós está autorizado a fazer justiça com as nossas próprias mãos […] o que eu quero é paz, [mas] eu também quero Justiça”, declarou.
“Quero enviar uma mensagem clara: que ninguém em meu nome, por emoção ou não, faça mal a quem quer que seja para cobrar vinganças. A senhora Isilda será tratada com Justiça. Ela pode circular onde quiser, como quiser, eu quero apelar aqui, que ao invés da agressão que se possa protege-la”, apelou Delfim Neves.
O deputado do Movimento Basta mostrou-se ainda intrigado por ter sido o alvo da deputada, uma vez que foram cerca de 13 deputados que estavam a ser apoiados pela Polícia para entrar na Universidade de São Tomé e Príncipe para se juntar a outros deputados.
Para Delfim Neves, a deputada da ADI foi muito corajosa ao desafiar os polícias e o seu próprio segurança.
“Se foi mandada não tem noção das responsabilidades. Arriscou muito, num ato de agressividade a esse nível, em flagrante delito. O estatuto de deputados é claro nesses casos”, disse.
Na segunda-feira, antes de as imagens terem sido divulgadas, o porta-voz da ADI, Alexandre Guadalupe e a própria deputa Isilda, negaram a autoria do arremesso que atingiu Delfim Neves, imputando a responsabilidade aos populares que estavam no local.
“Não foi a senhora, foram os populares que acorreram ao local e atiraram pedras. Não foi a coitada que fez isso. É uma injustiça acusa-la de alguma coisa”, declarou Alexandre Guadalupe, durante uma conferência de imprensa, diante de outros deputados do partido.
“Eu estive lá, mas eu não atirei pedra contra o senhor Delfim Neves. Havia populares que começou a atirar pedras, eu própria corri o risco de ser atingida”, acrescentou a deputada Isilda Amaral.
A deputada Isilda Amaral e alguns deputados da ADI não participaram na sessão plenária realizada hoje na Assembleia Nacional.
