Um atirador foi detido após disparar contra a equipa de segurança nas proximidades do jantar de Correspondentes da Casa Branca, na noite de sábado, em Washington, levando à retirada do presidente norte-americano, Donald Trump, e da primeira-dama, Melania Trump, do evento por agentes do Serviço Secreto, como medida de precaução.
Na sequência do incidente, o presidente norte-americano, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania Trump, foram retirados do evento por agentes do Serviço Secreto, como medida de precaução, segundo informações avançadas pela RTP notícias.
Em conferência de imprensa na Casa Branca, Donald Trump referiu que “o agente atingido pelo atirador foi salvo pelo colete à prova de balas” e que se encontra em “bom estado”.
“Um homem irrompeu por um ponto de controlo com várias armas. Foi apanhado por corajosos membros dos Serviços Secretos que agiram prontamente. […] Um dos agentes foi alvejado, mas salvou-se pelo facto de ter vestido um excelente colete à prova de bala. Foi alvejado de muito perto com uma arma muito poderosa. O colete cumpriu a sua função”, declarou Donald Trump.
O presidente adiantou ainda que “o homem foi capturado“. […] Foram ao apartamento dele, penso que vive na Califórnia e é uma pessoa muito perturbada”, afirmou.
Questionado sobre se acredita que era o alvo do atirador, o presidente Trump disse achar que sim e afirmou que “essa gente é louca e nunca se sabe”.
Os investigadores “pensam que foi uma ação solitária”, acrescentou o líder norte-americano, dizendo que concorda com essa teoria. Para além de Donald e Melania Trump, também o vice-presidente JD Vance e outros membros do Governo dos EUA foram retirados do salão onde decorria o jantar.
O salão, onde centenas de jornalistas, celebridades e líderes nacionais – incluindo o secretário da Defesa Pete Hegseth e o secretário de Estado Marco Rubio – aguardavam o discurso de Trump, foi imediatamente evacuado.
Membros da Guarda Nacional dos EUA posicionaram-se dentro do hotel enquanto as pessoas eram autorizadas a sair, mas não a regressar. A segurança foi também reforçada no exterior, com helicópteros a sobrevoar o edifício.
Num comunicado, o Serviço Secreto avançou que está a investigar o incidente, juntamente com a Polícia Metropolitana da capital dos Estados Unidos.
Donald Trump já sobreviveu a duas outras tentativas de assassinato desde 2024, num período de polarização política crescente nos Estados Unidos.
“Esta não é a primeira vez nos últimos anos que a nossa República é atacada por um potencial assassino que procurava matar”, disse Trump na conferência de imprensa realizada na Casa Branca na noite de sábado.
O presidente considerou ainda que o incidente não está relacionado com a crise internacional, nomeadamente a guerra que os Estados Unidos e Israel têm em curso contra o Irão, e assegurou que “isto não o irá fazer desistir de ganhar a guerra no Irão”.
A procuradora de Washington, Jeanine Pirro, adiantou entretanto que o suspeito irá enfrentar duas acusações, de uso de arma de fogo durante um crime violento e de agressão a um agente federal com uma arma perigosa.
O homem ainda não foi formalmente identificado, mas dois agentes das forças de segurança disseram à agência de notícias Associated Press que se trata de Cole Tomas Allen, de 31 anos, residente em Torrance, no estado da Califórnia.
O chefe interino da polícia de Washington disse que o suspeito transportava “uma espingarda, uma pistola e várias facas” quando tentou passar pelo controlo de segurança no átrio do Hotel Washington Hilton, onde decorria o jantar.
O suspeito irá comparecer em tribunal na segunda-feira, segundo a procuradora de Washington.