São Tomé e Príncipe realizou, durante três dias, um teste ao plano de contingência para avaliar a capacidade de resposta do país face a uma eventual entrada de casos suspeitos de ébola, afirmou a coordenadora do Centro de Operação de Emergências em Saúde Pública (COE), Bakissy Pina.
Segundo a responsável, o exercício foi desencadeado após a declaração do secretário-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do diretor-geral do África CDC, que classificaram o vírus do ébola como uma epidemia de importância internacional, ao abrigo do Regulamento Sanitário Internacional de 2005, e de importância continental, respetivamente.
“Declarado isso, necessidade se fez que a COE entrasse em modo alerta – que o país tem que testar as suas capacidades, analisar as suas limitações e preparar para uma eventual entrada de qualquer caso suspeito”, afirmou.
No âmbito dos preparativos, o COE realizou formações com os responsáveis dos pontos de entrada no país, incluindo o aeroporto, onde foram formados cerca de 100 operadores. Também ocorreram encontros com os corpos diretivos da ENASA e da ENAPORT, estando prevista formação para operadores portuários.
A coordenadora explicou que a testagem do plano teve como objetivo verificar a sua robustez e identificar eventuais lacunas para melhorar a preparação nacional perante a ameaça.
O exercício envolveu profissionais de várias áreas, numa abordagem de “Uma Só Saúde”, incluindo técnicos do Ministério da Saúde, agentes da Polícia e elementos dos Bombeiros.
“Espero que passados os três dias de testagem, o nosso plano seja robusto e que nós todos possamos degustar desse plano, possamos realmente aproveitar deste plano e fazer esse plano nosso”, declarou Bakissy Pina.
A responsável sublinhou que se trata de um plano de contingência nacional e não apenas do Ministério da Saúde.
“A simulação realizada ao longo dos três dias contou com financiamento do Banco Mundial”, acrescentou.