O ativista social, Apolinário Zeferino (Pindó) está a organizar uma manifestação pacífica que se realizará na terça-feira, para protestar contra a crise energética que dura há 10 meses, bem como a escassez prolongada de água potável em várias localidades.
A manifestação é organizada após a chegada de mais de uma dezena de geradores ao país e várias promessas do governo em acabar com a crise energética e os cortes constantes e prolongados de energia, com prejuízos e impactos diretos na vida da população nos últimos 10 meses.
“Nós estamos a pedir o mínimo, nós não estamos a pedir muito: energia e água, saúde, justiça. Mas, neste momento, o que tem nos incomodado mais é a questão energética, a questão do consumo da água […] isso não pode continuar”, declarou o ativista.
O ativista apelou à adesão massiva da população para reivindicar os seus direitos.
“Eu acho que está na altura do povo agir. Nós temos que sair à rua, dar a cara, manifestar e mostrar o nosso descontentamento […] isso é uma questão de luta patriótica. Isto é uma questão de lutar para que haja melhoria na vida da nação”, defendeu Apolinário Zeferino.
No entanto, o organizador alertou que a manifestação não deve ser aproveitada para fins políticos nem vandalismos.
“Manifestar não é ato de desrespeito, manifestar não é ato de sair na rua e criar vandalismo, manifestar não é ato de andar a destruir aquilo que nos custa construir. Manifestar tem várias formas e nós vamos manifestar de forma pacífica [..] quem criar desacato dentro da manifestação, os agentes da autoridade estarão no local para poder tomar medidas e medidas severas”, declarou.
O impacto da falta de energia tem sido observado em vários setores.
“Com cortes repentinos da energia, há muitas vezes que o professor manda a matéria para estudar, pesquisar, e com mais cortes de energia, fica complicado realmente”, declarou aestudante Edna Isabel, sublinhando que a alternativa tem sido o recuso às alternas e velas.
“O sistema de energia está muito mal, está pensando mal. E as pessoas não estão muito contentes com essa situação […] a população está muito chateada com isso. Então, tem que haver o esforço mais da parte do governo para ver se consegue resolver, minimizar, resolver o problema de energia”, sublinhou o barbeiro, Carlos Augusto.
Segundo o ativista Pindó, todas as formalidades já foram cumpridas junto à Câmara Distrital de Água Grande e à Polícia Nacional para a manifestação que será realizada a partir das 14 horas de terça-feira 28, com concentração no Jardim 1º de Maio, perto da EMAE e término na Praça Yon Gato, perto do Gabinete do primeiro-ministro.