Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram a sua saída da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), e da OPEP+ a partir do dia 1 de maio, após quase 60 anos.
De acordo com a informação avançada pelo Jornal Expresso, “o país passa, assim, a extrair petróleo ao seu próprio ritmo, sem se concertar com os restantes países da organização que tem a Arábia Saudita, a maior produtora de petróleo do mundo, como maior elemento. Eram já conhecidas as divergências entre os dois quanto às metas de produção”.
“Esta decisão reflete a visão estratégica e económica de longo-prazo dos EAU, e a evolução do perfil energético, incluindo investimento acelerado em produção doméstica de energia”, segundo o comunicado emitido esta terça-feira, 28 de abril, pelo Ministério da Energia e das Infraestruturas.
A saída não implicará mudanças abruptas na produção de crude, garantem.
“Na sequência desta saída, os EAU irão continuar a agir de forma responsável, introduzindo produção adicional no mercado de maneira gradual e calculada, alinhada com a procura e com as condições de mercado”, lê-se no comunicado de imprensa.
O país alega “interesse nacional” para justificar a saída do cartel, e reafirma o seu “compromisso (…) em contribuir de forma eficaz para satisfazer as necessidades urgentes do mercado”, acrescentam.
A Opep foi formada em 1960 por cinco países: Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Venezuela. Seu objetivo tem sido coordenar a produção para fornecer receita estável para seus membros.
O número de países no grupo tem flutuado ao longo dos anos, mas, além dos cinco membros fundadores, hoje também fazem parte Argélia, Guiné Equatorial, Gabão, Líbia, Nigéria e República do Congo.