São Tomé e Príncipe iniciou, em Angolares, a Semana Africana da Vacinação, que decorre até 6 de maio, com o objetivo de reforçar a vacinação contra o HPV, alcançar as populações mais vulneráveis, identificar e imunizar crianças com zero doses, bem como aquelas com esquemas de vacinação incompletos.
De acordo com uma publicação na página da Organização Mundial da Saúde no país, este ano a campanha coloca o foco nos distritos de Água Grande, Mé-Zóchi e Caué, que apresentam uma cobertura vacinal inferior à de outros distritos do país.

“A campanha decorre de 29 de abril a 6 de maio e tem como objetivo reforçar a vacinação de rotina, incluindo a vacinação contra o HPV, alcançar as populações mais vulneráveis e identificar e vacinar crianças com zero doses, bem como aquelas com esquemas de vacinação incompletos”, lê-se.
Com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) em São Tomé e Príncipe, os dados de vacinação de todas as crianças vacinadas nestes três distritos serão digitalizados.
Segundo o Representante da OMS, Dr. Abdoulaye Diarra, o objetivo é “assegurar que a informação esteja disponível em tempo real, permitindo um melhor acompanhamento das atividades, uma tomada de decisão mais rápida e um planeamento mais eficaz das ações de vacinação”.

Sob o lema “Para todas as gerações, as vacinas funcionam”, a iniciativa reforça a importância da vacinação ao longo de todo o curso de vida.
“A vacinação não é apenas para as crianças, mas uma forma de proteção que acompanha cada pessoa desde o nascimento até à idade adulta e à velhice”, sublinhou o Diretor do Gabinete do Ministro da Saúde, Dr. Martinho Nascimento.
Acrescentou ainda que, “apesar dos progressos alcançados, persistem desafios, nomeadamente o difícil acesso aos serviços de saúde em algumas comunidades e a desinformação, que continua a ameaçar os ganhos obtidos”.
Por isso, esta semana constitui igualmente um momento de mobilização, sensibilização e reforço da confiança nas vacinas.