Cerca de 30 jornalistas e estudantes de comunicação concluem formação em jornalismo e violência baseada no género

O projeto +IGUAL – Combate à Violência de Género e Doméstica em São Tomé e Príncipe – tem como objetivo eliminar todas as formas de discriminação e violência contra mulheres e raparigas, contribuindo para o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5, relativo à igualdade de género.

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Rádio Somos Todos Primos

Cerca de 30 jornalistas e estudantes da comunicação social de São Tomé e Príncipe concluíram hoje o primeiro módulo da formação em Jornalismo e Violência Baseada no Género (VBG), promovida pelo projeto +IGUAL e o Centro Protocolar de Formação para Jornalistas (Cenjor), para melhorar a cobertura jornalística sobre esta temática no arquipélago.

A cerimónia de entrega de certificados e diplomas do Módulo I do Programa de Formação 2026/2027 à um total de 27 profissionais, decorreu hoje, após 60 horas de formação presencial realizadas entre 18 e 29 de maio, no Centro Cultural Português.

Os conteúdos abordaram o papel social do jornalista, a igualdade de género no discurso mediático, a desinformação, a ética e deontologia jornalística e estratégias de abordagem centrada na sobrevivente.

“Ao longo destes dias aprendemos que informar é mais do que transmitir factos. No jornalismo devemos comunicar com responsabilidade, rigor, ética e humanidade”, afirmou a formanda Meury Apresentação.

Segundo a participante, “as palavras podem denunciar injustiças, proteger vítimas, sensibilizar comunidades e contribuir para mudanças reais”.

A formação é financiada pela União Europeia, cofinanciada e gerida pelo Camões.

Na cerimónia, Paula Medina, representante da Delegação da União Europeia, sublinhou que “a violência baseada no género continua a ser um dos maiores desafios sociais do nosso tempo”.

“É precisamente por isso que a comunicação social desempenha um papel tão importante”, afirmou.

O projeto +IGUAL – Combate à Violência de Género e Doméstica em São Tomé e Príncipe – tem como objetivo eliminar todas as formas de discriminação e violência contra mulheres e raparigas, contribuindo para o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5, relativo à igualdade de género.

Implementado entre 2024 e 2028, o projeto atua em cinco eixos: quadro legal em VBG, capacitação institucional, sistema nacional de dados em VBG, reforço dos serviços de prevenção e resposta à violência baseada no género e comunicação para mudança de comportamentos.

Sónia Afonso, do Centro de Aconselhamento Contra a Violência Doméstica, destacou a importância desta formação para os profissionais da comunicação social.

“O jornalismo tem o poder de nomear o que existe, de tornar visível o que é ignorado e de desconstruir o que é aceito sem questionamento. Uma cobertura ética centrada na sobrevivente, que respeita a confidencialidade e a dignidade”, vincou Sónia Afonso do Centro de Aconselhamento Contra a Violência Doméstica

Este é o primeiro de quatro módulos do Programa de Formação em Comunicação Social e VBG 2026/2027, que prevê 288 horas presenciais e mentoria online, ministradas pelo Cenjor.

O programa culminará com o Prémio de Jornalismo +IGUAL, cujo lançamento está previsto para o primeiro semestre de 2027.

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