Luís Matos Martins defende que Economia de Sabores pode reforçar atratividade turística de STP

O responsável manifestou intenção de partilhar esta visão com as comunidades são-tomenses, incentivando uma maior promoção do país nas plataformas digitais e uma melhor organização do setor.

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Rádio Somos Todos Primos

O diretor executivo da MG Ventures, Luís Matos Martins, afirmou que São Tomé e Príncipe reúne condições únicas para desenvolver a Economia de Sabores, defendendo que a valorização da gastronomia, das roças e dos recursos naturais pode tornar o destino mais competitivo e atrativo para turistas.

Em entrevista à RSTP, o especialista em Empreendedorismo e Estratégia destacou que o país possui recursos endógenos que podem ser transformados em valor económico e experiências únicas para visitantes, tendo como maior destaque as roças no país.

“Se olhamarmos para São Tomé e Príncipe enquanto território, falo dos pontos fortes que o país tem como o distintivo, neste caso são as roças, [temos] a oportunidade de melhorar as infraestuturas para atrair investidores”, explicou Luís, ressaltando também a importância da fauna e flora no ecossistema da economia de sabores.

“A Economia de Sabores envolve dinâmicas que vão desde a agricultura à mesa”, afirmou, explicando que o conceito assenta na ligação entre produção agrícola, gastronomia e identidade cultural, potenciando aquilo que o território oferece de forma autêntica.

Segundo Luís Matos Martins, os quatro pilares deste modelo são “território e origem, inovação e sustentabilidade, cultura e experiência”, elementos que, articulados, permitem criar propostas turísticas e económicas distintivas.

O responsável sublinhou que a concretização deste modelo exige trabalho conjunto entre diferentes atores.

“Sozinhos não conseguimos fazer nada. É preciso criar ecossistemas integrados, com liderança, políticas públicas adequadas, estruturas de suporte e pessoas formadas e capacitadas”, defendeu.

Entre os principais pontos fortes do país, apontou as roças, a diversidade da fauna e flora e a riqueza gastronómica, considerando que estes elementos podem tornar o percurso dos turistas mais atrativo, com oferta de sabores locais, frutas e produtos da terra que proporcionem experiências diferenciadoras.

“Se for uma experiência mais rica e diversificada, vai atrair mais turistas e, ao atrair mais turistas, gera maior valor económico para o território”, salientou.

Luís Matos Martins defendeu ainda o reforço da capacidade de alojamento nas roças, para permitir estadias mais prolongadas, e apelou à capacitação e organização do setor turístico, incluindo a identificação formal dos guias, de modo a transmitir maior segurança aos visitantes.

O responsável manifestou intenção de partilhar esta visão com as comunidades são-tomenses, incentivando uma maior promoção do país nas plataformas digitais e uma melhor organização do setor.

No final, deixou uma mensagem dirigida aos decisores políticos e à sociedade em geral.

“Não precisamos competir com as grandes economias. Precisamos afirmar-nos como uma economia que tem sabores raros”, concluiu.

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