A falta de emprego tem levado muitos jovens da comunidade de Água Izé a emigrar, apesar do potencial existente na agricultura e, embora alguns participem em ações comunitárias, muitos veem no estrangeiro uma oportunidade de alcançar melhores condições de vida e realizar os seus objetivos.
“Normalmente, os jovens querem emigrar. Não há trabalho no país. Alguns pretendem investir, mas nem todos conseguem”, disse o morador Elton Carvalho.
Com uma cultura fortemente baseada na agricultura, muitos jovens da comunidade de Água Izé cresceram e concluíram parte dos seus estudos graças ao que a terra lhes proporcionava.
De acordo com a comunidade, a escassez de emprego e a limitação das opções de formação académica são também fatores que levam muitos a abandonar o país.
Os jovens que integram a associação de agricultores, salientaram que, embora alguns optem pela emigração, outros ainda veem no país uma oportunidade de investimento.
“Muitos terminam os estudos em São Tomé e ficam parados, não há empregos, então alguns acabam por apostar na roça. Os jovens que ainda estão a crescer seguem os seus estudos”, disse o morador Luís Miguel.

“Nos últimos tempos, os jovens estão mais inclinados a sair do país. Desejam emigrar para conhecer novas realidades, pois dizem que nem sempre encontram cá o que procuram. Mas alguns preferem ficar, como é o meu caso, para trabalhar e construir o meu futuro aqui”, sublinhou a jovem Diana Rosa.
A comunidade apontou ainda que, entre muitos jovens, existe desinteresse em exercer um ofício, sendo que alguns acabam por optar por caminhos desviantes, como o roubo.
Consideram também ser necessário um maior investimento na criação de postos de trabalho para os jovens e no reforço das oportunidades locais.
Apesar dos desafios, a comunidade jovem de Água Izé destaca a agricultura como um potencial caminho para o desenvolvimento e apela a que mais jovens apostem no trabalho e nas oportunidades locais, de forma a garantir um futuro sustentável na comunidade.