O primeiro-ministro Américo Ramos garantiu que a produção energética subiu para cerca de 18 megawatts e que o executivo quer garantir a estabilização total da produção com a entrada de mais geradores na rede nos próximos tempos.
“Eu sei que nós passamos por um período de crise energética, mas o esforço do Governo era no sentido de criar as condições para que nós tivéssemos o nosso parque de geradores em condições para fornecer energia e, ao mesmo tempo, levar a cabo a reforma no sentido de fazer a tal propalada transição energética”, disse Américo Ramos.
O chefe do Governo são-tomense, que falava em conferência de imprensa, na quinta-feira, assegurou que “fez-se muita intervenção nesses últimos tempos nos geradores existentes” e o executivo também importou alguns geradores, pelo que assegurou que, neste momento, a situação está “mais ou menos estabilizada” e a produção está entre 16 a 18 megawatts.
“Nós estamos a trabalhar no sentido de garantir a estabilidade total. Não podemos dizer que já chegámos ao final da linha. Temos que continuar a trabalhar”, disse, assegurando que “não haverá retrocessos” e que o executivo está a trabalhar e em conversações com vários parceiros para a aquisição de peças e assegurar a manutenção de geradores.
Américo Ramos desvalorizou soluções de curto prazo, que o Estado não seja capaz de garantir no futuro, como aconteceu com a empresa de capital turco, Tesla-STP, que interrompeu o fornecimento de energia ao país devido ao não pagamento de dívidas avultadas.
São Tomé e Príncipe vive uma crise energética desde a saída da empresa de investidores turcos, Tesla STP, em agosto do ano passado, após o atual Governo considerar que o contrato assinado pelo executivo anterior continha “cláusulas lesivas” e exigir a sua revisão.