PM não garante participação de São Tomé e Príncipe na Cimeira sobre a Paz na Ucrânia

Patrice Trovoada reiterou que a posição de São Tomé e Príncipe face ao conflito entre a Rússia e Ucrânia “sempre foi a mesma e será sempre a mesma”.

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Patrice Trovoada

O primeiro-ministro não garantiu a participação de São Tomé e Príncipe na cimeira sobre a na cimeira sobre a paz na Ucrânia, que se irá realizar na Suíça nos dias 15 e 16 de junho, mas assegurou que apoia “qualquer iniciativa de paz”.

“Ainda não sabemos, mas em princípio, qualquer cimeira que busca a paz nos interessa”, disse Patrice Trovoada quando questionado pela RSTP, na sequência das declarações do primeiro-ministro de Portugal, Luís Monte Negro, que disse ter-lhe sensibilizado para o país participar na cimeira.

No entanto, Patrice Trovoada reiterou que a posição de São Tomé e Príncipe face ao conflito entre a Rússia e Ucrânia “sempre foi a mesma e será sempre a mesma”.

“A invasão da Ucrânia não é aceitável. Qualquer conflito não pode ser resolvido por uma ação armada, mas o facto é que estamos numa guerra, por isso qualquer iniciativa também para acabar o conflito, qualquer iniciativa de paz, qualquer negociação ou solução negociada, nós estamos interessados que ela aconteça”, sublinhou.

“Por conseguinte, é muito provável que nós, de uma maneira ou de outra estejamos presentes na Cimeira o Paz, mas a decisão ainda não foi [tomada]”, acrescentou.

Questionado se o país poderá fazer-se representar pelo Presidente da República ou pelo primeiro-ministro, Patrice Trovoada não foi claro.

“O país estará [presente], eu penso”, respondeu.

Recentemente São Tomé e Príncipe viu-se em meio a uma polémica após a assinatura de um acordo de cooperação técnico militar com a Rússia, que entre outras ações prevê a entrada de navios e aviões de guerra russos no arquipélago.

A informação avançada em primeira mão pela imprensa russa, provocou “estranheza, apreensão e perplexidade” por parte de Portugal e outros países europeus, segundo o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Rangel.

No entanto, após diálogo e trocas de palavras na comunicação social as partes afirmaram que a relação entre os dois países mantém-se boas, assim como com a União Europeia.

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