Homem diz que foi sequestrado e espancado por um militar e dois civis em São Tomé

Jamaiker dos Santos diz que a sua salvação foi um menino que terá avistado o cenário de agressão e tortura de que estava a ser vítima, daí que tempos depois os alegados agressores lhe levaram de volta para a zona dos registos.

País -
Rádio Somos Todos Primos

Um cidadão são-tomense de 37 anos disse ter sido sequestrado e espancado por um militar e dois civis que lhe acusavam de furtar de uma saca que tinha dinheiro e uma arma de fogo.

Jamaiker dos Santos disse que por causa das agressões passou uma noite sob cuidado médico no hospital e já prestou queixa à Polícia Judiciária exigindo justiça.

Segundo ele o ato aconteceu na segunda-feira quando foi chamado para o centro da cidade, concretamente perto do registo, quando foi agarrado por desconhecidos que lhe colocaram na bagageira de uma viatura e levaram para a zona de correria onde foi sujeito à ação inquisitória para que confessasse o paradeiro da saca.

“Chegaram lá fizeram-me muitas perguntas e cada pergunta que digo que não sou eu, que eu sou inocente davam-me bofetada e mau no peito […] com ‘palada de machim’. Depois outro foi pegar na corda dentro do carro, meteu no pescoço e esticou três vezes [para me enforcar]”, contou à RSTP.

Jamaiker dos Santos diz que a sua salvação foi um menino que terá avistado o cenário de agressão e tortura de que estava a ser vítima, daí que tempos depois os alegados agressores lhe levaram de volta para a zona dos registos.

Por consequências da agressão, disse ter passado a noite no hospital sob cuidados médicos.

Fiquei internado, não consigo comer, fiquei com dificuldade no pescoço, nem água não consigo beber”, relatou.

Os familiares dizem que já prestaram queixa à justiça e querem que um dos civis já identificados apresente o militar alegadamente envolvido.

“Isso não vai ficar assim [….] vamos para PJ, vamos ter que fazer investigação para que os senhor apresente os três infratores porque o militar é para manter ordem e não para fazer desordem”, sublinhou um dos irmãos da vítima.

No entanto, referiu que a saca teria sido encontrada pelo seu enteado, mas depois entregue aos supostos agressores que lhe ameaçaram de morte, caso denunciasse a situação.

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