Angola celebra hoje, 11 de novembro, 50 anos de independência nacional sob o lema “Preservar e valorizar as conquistas alcançadas, construindo um futuro melhor”, numa cerimónia que reuniu entidades nacionais e internacionais e que, de acordo com o Presidente da República, João Lourenço, “reforça a convicção de que o país é hoje visto como uma nação determinada a vencer e a transpor obstáculos, contribuindo, assim, para a projeção de África no mundo”.
João Lourenço, que discursava perante diversas personalidades nacionais e estrangeiras, entre as quais o Presidente da República de São Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova, aproveitou a ocasião para refletir sobre o percurso de Angola ao longo das cinco décadas de independência, referindo-o como uma “uma caminhada difícil”.

“Fizemos uma caminhada difícil nestes 50 anos, em que fomos obrigados a transpor obstáculos e a enfrentar situações complexas no contexto da Guerra Fria. Tivemos de nos debater tenazmente pela preservação da nossa independência e soberania nacional. Mal tínhamos acabado de vencer o colonialismo português, que nos oprimiu e escravizou durante séculos, tivemos, de imediato, de enfrentar o regime retrógrado do apartheid, que representava uma ameaça permanente aos povos da África Austral e, em particular, ao povo angolano”, afirmou o Chefe de Estado.
Ao longo da sua intervenção, João Lourenço destacou ainda os ganhos obtidos pelo país durante os 50 anos de independência e reiterou o compromisso do Estado angolano em prosseguir com políticas de combate à fome, à pobreza e às desigualdades sociais.
O Presidente salientou também que “ainda há muito por fazer” e apelou à colaboração de todos os cidadãos na construção de um país mais inclusivo e com igualdade de oportunidades.
“Aproveitemos esta oportunidade única para construirmos juntos uma sociedade inclusiva e com igualdade de oportunidades para todos os cidadãos. Os desafios são enormes e de grande complexidade. Precisamos de nos focar em ações e iniciativas que contribuam para a resolução dos inúmeros problemas que o país ainda enfrenta”, acrescentou João Lourenço.
Angola conquistou a sua independência a 11 de novembro de 1975, sendo a última colónia portuguesa em África a tornar-se independente. Contudo, pouco depois da proclamação da independência, o país mergulhou numa guerra civil que durou 27 anos.
A independência de Angola foi proclamada por Agostinho Neto no dia 11 de novembro de 1975, em Luanda.